Surfistas engajados por justiça socioambiental

Ecosurfi representa a comunidade do surfe em Brasilia

Ecosurfi representa a comunidade do surfe em Brasilia Ecosurfi representa a comunidade do surfe em Brasilia

Noite do Surfe pelo Social em Itanhaém

Encontro tem como proposta reunir a comunidade do surfe

Encontro tem como proposta reunir a comunidade do surfe Encontro tem como proposta reunir a comunidade do surfe

Projeto faz diagnóstico de áreas potenciais para Ecoturismo

Levantamento aponta atrativos em Itanhaém/SP

Projeto faz diagnóstico de áreas potenciais para Ecoturismo Projeto faz diagnóstico de áreas potenciais para Ecoturismo

Ecosurfi encoraja surfistas a discutir Gestão Costeira

Comunidade do surfe cobra mais atenção com as praias

Comunidade do surfe cobra mais atenção com as praias Comunidade do surfe cobra mais atenção com as praias

Profissionais da Escola Ecosurfi passam por “reciclagem”

Curso de Formação e Atualização de Instrutores de Surfe

Curso de Formação e Atualização de Instrutores de Surfe Curso de Formação e Atualização de Instrutores de Surfe

Semana do Meio Ambiente debate surfe e sustentabilidade

O seminário vai debater o engajamento dos surfistas

O seminário vai debater o engajamento dos surfistas O seminário vai debater o engajamento dos surfistas

Ecosurfi “dropa” no Ibirapuera

Projetos que defendem a biodiversidade foram expostos

Projetos que defendem a biodiversidade foram expostos Projetos que defendem a biodiversidade foram expostos

Programa de voluntariado da Ecosurfi

Visa criar uma rede para o engajamento público

Visa criar uma rede para o engajamento público Visa criar uma rede para o engajamento público

Instrutores da Escola Ecosurfi recebem treinamento

O objetivo do projeto é ensinar técnicas para resgates no mar

Instrutores da Escola Ecosurfi recebem treinamento do Salva Surfe Instrutores da Escola Ecosurfi recebem treinamento do Salva Surfe

“Onde o mar encontra as pessoas” será lançado na Ecosurfi

Documentário traz o panorama das relações humanas com o mar

“Onde o mar encontra as pessoas” será lançado na Ecosurfi “Onde o mar encontra as pessoas” será lançado na Ecosurfi

Vitória contra o projeto Porto Brasil

Terra Indígena é demarcada e restingas são protegidas

Terra Indígena é demarcada e restingas são protegidas Terra Indígena é demarcada e restingas são protegidas

Viva Mata 2011 vai debater surfe e gestão costeira

Debate tem como foco discutir as zonas costeiras

Debate tem como foco discutir as zonas costeiras Debate tem como foco discutir as zonas costeiras

Ecosurfi atua na criação de área protegida em SP

Decreto oficializa a criação do mosaico de UC,s

Ecosurfi atua na criação de área protegida em SP

Ecosurfi rumo à Colômbia



A Ecosurfi fará parte da Expedição Águas Latinas na tradicional “Travessia por el Rio Tunjuelo”, que se inicia na próxima semana. A caminhada tem como motivo a defesa da Bacia Hidrográfica do Rio Tunjuelo e acontecerá entre os dias 12 e 15 de outubro de 2012.

A crise da água é uma das crises centrais para a qual a humanidade começa a voltar atenção. No caso da América do Sul, a construção de hidrelétricas, o uso de agrotóxicos nas plantações, a expansão urbana desordenada, a terceirização de serviços públicos de água e de saneamento, a cobrança pela água, entre outros, são aspectos que ameaçam o justo acesso à água e seu reconhecimento enquanto elemento vital que é um bem comum e direito humano, mais que humano.

Em meio a esta realidade e da frágil articulação existente em torno das lutas relacionadas à defesa da água, está sendo organizada a expedição: Águas Latinas, uma tradicional caminhada em defesa de uma das mais importantes Bacias Hidrográficas daquele País.

A proposta busca participar da caminhada junto dos jovens colombianos trocando experiências em metodologias de mapeamento participativo que vem sendo aplicadas em ambos os território no contexto do saneamento ambiental e da governança da água.

De acordo com Bruno Pinheiro, gestor de projetos da Ecosurfi a expedição vai intercambiar conhecimentos. “Vamos levar uma linguagem de diagnóstico participativo da bacia hidrográfica que já utilizamos no Brasil e observar sua replicabilidade junto desses jovens latino-americanos que tem como referencial a cosmovisão Muisca, não ocidental”.

Sobre a viagem

A viagem surgiu a partir do convite feito por jovens colombianos durante a Rio+20, que são integrantes da Red Juvenil Territorio Sur , a qual há oito anos promovem a Travessia por el Rio Tunjuelo. A articulação se deu pelo compartilhamento de preocupações com a qualidade, o controle social e a defesa das águas na América do Sul e pelo desenvolvimento de iniciativas semelhantes e complementares a respeito.

Para André Barbosa outro representante da Ecosurfi na campanha esse esforço é uma oportunidade de saber como anda a gestão da água naquela região.

"Temos em vista, com esta viagem, acumular as primeiras informações e experiências para um projeto maior e mais amplo, de fortalecimento das lutas pelos direitos humanos e pelos direitos da água, assim como para formulação e proposição de instrumentos e metodologias de participação e controle social”.

A expedição tem caráter piloto a uma série de iniciativas em conjunto com a Red Juvenil Território Sur para o levantamento e mapeamento de dados e produção de conhecimentos sociais, culturais, econômicos e ecológicos da América do Sul a partir da ação política e perspectiva local de jovens.

Experiência Ecosurfi

Durante o ano de 2010 a Ecosurfi desenvolveu o projeto Rio do Nosso Bairro - Rede de Escolas Cuidando da Água. A iniciativa teve como proposta entender a situação socioambiental dos recursos hídricos na Baixada Santista-SP, por meio de uma rede voltada ao mapeamento de comunidades sob a perspectiva da bacia hidrográfica e do saneamento ambiental.

A proposta compreendeu comunidades, jovens, educadores e educadoras de 36 escolas de todas as nove cidades da Baixada Santista para a elaboração de Mapas Verdes Locais e um Mapa Verde Regional colaborativo.

O processo foi desenvolvido em quatro pilares: formação presencial de educadores e educadoras; educomunicação socioambiental; articulação em rede de comunidades de aprendizagem; desenvolvimento de projetos de mapeamento socioambiental participativo.

Para saber mais sobre o projeto Rio do Nosso bairro acesse: www.riodonossobairro.org.br

Conheça mais sobre a Expedição e saiba como ajudar a Ecosurfi nessa aventura pela América Latina: http://migre.me/aYPYN

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Gestão costeira e surf para sustentabilidade são temas de seminário no litoral paulista



Evento em Itanhaém busca discutir perspectivas de 
conservação das praias

Na próxima quinta-feira (27) acontece o seminário: Gestão Costeira e Surf Sustentável – Diálogos pós-Rio+20, a partir das 19h na Universidade Metodista – Pólo Itanhaém. A atividade é parte integrante das ações do Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias, que é realizado no mês de setembro na cidade desde 2001.

Neste ano em que o mundo discutiu questões relevantes sobre as zonas costeiras durante a Rio+20, o seminário tem como objetivo qualificar o debate sobre a gestão responsável do litoral paulista junto a sociedade. Para subsidiar os participantes com informações técnicas sobre o tema, o evento vai contar com a participação da chefe regional do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) Ingrid Maria Furlan Oberg, que vai abordar em sua palestra o tema: Desafios e oportunidades para a sustentabilidade nas cidades costeiras.

Outro mote que o evento promove é a apresentação do processo coletivo realizado pelo Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade (F.B.S.S), que lançou durante a Rio+20, no Pavilhão Azul da Cúpula dos Povos, a Carta das 21 Responsabilidades dos Surfistas. O documento foi construído a partir dos Encontros Livres – Surfando na Rio+20 realizados em sete estados do litoral brasileiro, distribuídos nas regiões norte, nordeste, sudeste e sul.

Para fortalecer o debate, voltando o tema para a comunidade do surf, o seminário ainda conta com a presença na mesa do biólogo e pesquisador doutorando em ecologia vegetal pela Universidade de São Paulo (USP), Olidan Pocius, que na oportunidade vai trazer seus conhecimentos sobre a dinâmica da vegetação costeira e sua importância para a formação das ondas.

Programação - Seminário: Gestão Costeira e Surf Sustentável – Diálogos pós-Rio+20

Dia 27 - Quinta-feira: Universidade Metodista - Pólo Itanhaém

19h - Mesa Redonda – Os desafios e as oportunidades para a sustentabilidade das cidades costeiras
20:30h - Apresentação do projeto: Jundú Vivo - Praia Viva
21h – Exposição da Carta das 21 Responsabilidades dos Surfistas
21:30h – Encerramento

Serviço:
Entrada gratuita
Universidade Metodista de São Paulo – Pólo Itanhaém
End.: Avenida Rua Barbosa, 308 – centro / Itanhaém-SP

Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias

O Dia Mundial de Limpeza em Rios e Praias é um dos maiores e mais efetivos programas destinado à limpeza do nosso planeta e que já envolveu 35 milhões de pessoas em 130 países. Com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), através do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Ocean Conservancy, a campanha acontece sempre no mês de setembro com a chegada da primavera.

O forte desta campanha no litoral paulista é a participação massiva dos voluntários. A estimativa estadual, de acordo com a coordenação regional, que fomenta a campanha em São Paulo, é de que mais de 5 mil pessoas unam-se nesta mobilização global contra o lixo.

Em Itanhaém a campanha começou em 2001 e já mobilizou centenas de voluntários que conseguiram despoluir grande parte da área costeira da cidade retirando mais de 20 toneladas de detritos dos ambientes costeiros: praias, costões rochosos, trilhas, dunas, ilhas e manguezais.

A programação em 2012 se inicia na quinta-feira (27) com o seminário sobre gestão costeira e no sábado (29), a partir das 9h, serão realizados os mutirões de despoluição da Praia dos Pescadores, Ilha das Cabras, Praia do Cibratel e Praia das Gaivotas.

Neste ano a campanha conta coma parceria da Universidade Metodista – Pólo Itanhaém, Associação Socioambiental Somos Ubatuba – ASSU, Escola Técnica Estadual - ETEC, Corpo de Bombeiros - Salvamar Paulista, Salva Surf, IBAMA – Santos, projeto Salve Oceanos, Fórum Global de Ética e Responsabilidade, Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade, Escolinha Cibra-Surf e Escolinha de Surf do Gaivotas..

Programação – Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias

29 – Sábado:

9hs – Concentração – Praia dos Pescadores – Praia do Cibratel e Praia das Gaivotas
10:30 – Saída para despoluição
12:00 – Triagem dos Materiais Coletados

Serviço:
Camisetas para todos os participantes
Inscrições pelo link: http://migre.me/aQGv9
Maiores informações: joaomalavolta@ecosurfi.org ou 13 3426 8138
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Brasil lança na Rio+20 fórum nacional para discutir surf e sustentabilidade


O fórum é composto por representantes de sete estados do litoral brasileiro

A Rio + 20 mobilizou o mundo para debater os rumos do desenvolvimento global. Na Cúpula dos Povos, a sociedade civil internacional atuou para construir uma agenda comum, pautada por um diagnóstico geral e convergente: o modelo capitalista é a causa estrutural das desigualdades sociais e da injustiça ambiental. O que torna imperativo o posicionamento coerente e a busca responsável por soluções reais à crise do modelo capitalista de produção e consumo, assim como a afirmação de novos paradigmas para que seja possível conceber uma visão sustentável de sociedade.

O surfe, enquanto esporte e cultura, vive um paradoxo. É uma cultura que promove integração entre homem e a natureza de forma direta. Um esporte com alto potencial de inclusão social e de formação de cidadania ambiental voltada à proteção dos oceanos e das zonas costeiras. É uma comunidade capilarizada por todo litoral, capaz de fortalecer políticas públicas e enfrentamentos a impactos que ameacem a qualidade de vida e os direitos humanos. Ao mesmo tempo é uma indústria com baixo compromisso socioambiental, que no processo de afirmação da comunidade surfe, tem convivido com o risco constante de modelar a cultura surfe dentro dos padrões da indústria cultural e reduzir sua riqueza a parâmetros mercadológicos.

Durante o ano de 2012 surfistas de sete estados da costa brasileira: Pará, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, se envolveram e participaram ativamente do processo de mobilização “Surfando na Rio + 20”. Este processo visou organizar contribuições de surfistas brasileiros para orientar a institucionalização do Fórum Brasileiro de Surfe e Sustentabilidade.

O processo de criação do fórum envolveu mais de 600 participantes e foi conduzido numa grande articulação em rede com objetivo de gerar conhecimentos e troca de informações, para orientar formas de enfrentar os conflitos e injustiças sociais vivenciadas atualmente pela comunidade do surfe.

O lançamento do Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade aconteceu no último dia 20 de junho no Pavilhão Azul da Cúpula dos Povos, com uma cerimônia de mistura das areias trazidas de praias de todo Brasil, que reuniu cerca de 200 pessoas. A celebração serviu para ligar os diferentes litorais num mesmo ambiente, mostrando que os surfistas podem se unir por praias e zonas costeiras conservadas.

O Pavilhão Azul teve um dia totalmente dedicado a temática oceanos e também abrigou a exposição fotográfica “Água, rios e povos” e aglutinou um conjunto de ações autogestiodas relacionadas à temática hídrica, dentre conferências cidadãs, diálogos, debates, ações pedagógicas, culturais e lançamentos de filmes.

Surf com princípios sustentáveis

O conceito de responsabilidade nasce a partir da experiência de indivíduos ou grupos que detenham o conhecimento sobre a importância de assumir posturas éticas e morais sobre o cuidado com os bens comuns materiais e imateriais. Ao olhar para o litoral brasileiro fica fácil identificar conflitos e empreendimentos impactantes das mais variadas formas. Especulação imobiliária, portos, estaleiros e plataformas de petróleo são apenas algumas das atividades desenvolvimentistas que estão deixando essa região um local recheados de desigualdades.

Num esforço coletivo o Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade teve como seu primeiro produto oficial a criação do documento chamado “Surf XXI”, que é uma carta de intenções que traz vinte e uma responsabilidades assumidas pelos surfistas participantes desse processo nacional.

A carta foi apresentada no lançamento do fórum e teve seu texto elaborado a partir de atividades locais promovidas pelos Encontros Livres - Surfando na Rio+20 nos últimos seis meses. A organização final da redação aprovada teve quatro eixos de reflexão: juventude, surf e educação ambiental, surf e gestão costeira, cultura surf, prancha e consumo, além de protagonismo dos surfistas.

Todos os temas contemplados possibilitaram apontar vinte e uma responsabilidades assumidas, que podem orientar a postura dos surfistas para o cuidado com os ambientes naturais em que o surf é praticado. Entre as principais propostas estão:

- Os surfistas devem atuar em prol de ações de educação socioambiental para a comunidade do surf, incentivando e valorizando a atuação da juventude na conservação dos ambientes costeiros e marinhos, bem como, o aprendizado intergeracional;

- Investir, valorizar e fomentar as soluções e inovações tecnológicas que minimizem o impacto ambiental e social gerados por toda a cadeia produtiva do esporte, bem como a regularização da profissão Fabricante de prancha;

- Propor a implantação de Reservas Mundiais e Reservas Nacionais de Surf, que garantam a perenidade de boas ondas e um litoral protegido e conservado no Brasil;

A integra da carta com todos os princípios traduzidos para o inglês e espanhol deve ser apresentada a partir do mês de agosto por meio de uma publicação digital E-Book, no portal do Fórum no endereço: http://www.surfsustentavel.org.br/

Confederação Brasileira de Surfe na Rio+20

Representando a Confederação Brasileira de Surf (CBS) a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), através do seu presidente Abílio Fernandes, participou do lançamento do fórum realizando uma apresentação sobre a ação dos surfistas como agentes socioambientais.

Na oportunidade o público pode conhecer o projeto de Recuperação das Restingas do Litoral Carioca, que desde 1999 é realizado pela entidade, o qual vem transformando a orla do Rio de Janeiro num grande viveiro com espécies nativas de restinga.

Com atuação socioambiental, cultural, educativa e ampliando a qualidade do ambiente costeiro por meio do plantio de canteiros de vegetação de restinga, o projeto integra ações de educação ambiental nas areias das praias da cidade como: Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Grumari e Prainha.

Surf e sustentabilidade num processo nacional

A rede de surfistas que originou o fórum foi lançada em 2009 na cidade de Ubatuba/SP, como um movimento denominado “Surf Sustentável”. A proposta inicial foi gerar a cooperação e troca de informações sobre temas referentes à sustentabilidade no universo surf.

A idéia se expandiu e ampliou o seu alcance, tornando-se um verdadeiro esforço multilateral para discutir surf, conceitos e iniciativas pró-sustentabilidade no esporte e se organiza por meio de um comitê nacional, combinado por representantes de diversas regiões da costa atlântica.

Todo processo fortalece duas missões importantes: Contribuir para inserir os surfistas nos vários debates sobre desenvolvimento sustentável e subsidiar meios para encorajar ações voltadas à educação ambiental na comunidade do surf.

FOTOS: Guaíra Maia
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Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade será lançado na Rio+20

Comunidade do surf tem espaço assegurando na Cúpula dos Povos para falar sobre zonas costeiras


No próximo dia 20 (quarta-feira) acontece na cidade do Rio de Janeiro o lançamento oficial do Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade, a partir das 19:30h, no Pavilhão Azul da Cúpula dos Povos.

Essa atividade é parte oficial da programação do Pavilhão Azul da Rio+20. Localizado no Aterro do Flamengo, próximo ao Museu de Arte Moderna (MAM), o Pavilhão Azul abriga desde o último sábado a Exposição fotográfica “Água, rios e povos” e aglutina um conjunto de atividades autogestiodas relacionadas à temática hídrica, dentre conferências cidadãs, diálogos, debates, ações pedagógicas e culturais, até o dia 22 de junho.

Aproveitando do principal local de fomento a processos voltados para os oceanos para a sociedade cívil, o Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade será lançado com a participação de representantes de comunidades do surf de sete estados brasileiros: Pará, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Todas as regiões vão apresentar propostas nessa próxima quarta-feira sobre questões socioambientais que envolvem os surfistas.

O processo de constituição da rede sobre surf e meio ambiente envolveu mais de 500 pessoas pelo Brasil e foi conduzido numa grande articulação presencial com objetivo de gerar conhecimento para orientar os enfrentamento dos conflitos e injustiças vivenciadas atualmente pelos surfistas.

Os encaminhamentos de cada processo local promovido pelos Encontros Livres – Surfando na Rio+20 nos últimos meses são parte da redação final do documento denominado Surf 21. O texto será apresentado ao publico pela primeira vez nessa oportunidade e traz os compromissos assumidos pela comunidade por justiça social e ambiental nas zonas costeiras.

Surf e restingas no Rio de Janeiro – Com a participação confirmada da FESERJ - Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro o público participante do lançamento do fórum também vai ter a chance de conhecer o projeto de Recuperação das Restingas do Litoral Carioca, que desde 1999 vem transformando a orla do Rio de Janeiro num grande viveiro com espécies nativas de restinga.

Com atuação socioambiental, cultural e educativa e buscando preservar e ampliar a qualidade do meio ambiente por meio do plantio de canteiros de vegetação de restinga. O projeto integra ações de educação ambiental, nas areias da orla das praias da cidade do Rio de Janeiro, como a Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Grumari, Prainha.

Para falar sobre o projeto a Feserj estará representada pelo seu presidente Abílio Fernandes que destaca o pioneirismo dessa iniciativa. “Acreditamos que a educação ambiental é um fator essencial para atribuir um verdadeiro e novo conceito ao meio ambiente. Para isto, nossos esforços são direcionados para sensibilizar, mobilizar a sociedade e torná-la mais consciente da necessidade de interagir de um modo sustentável com a natureza e ao plantar vegetação nativa estamos plantando sementes desta nova postura”, comenta Fernandes.  

Mistura das areias – Durante o encontro que celebra o lançamento oficial do fórum os organizadores sugerem que cada participante traga uma pequena quantidade de areia de praia para a cerimônia de mistura das areias, que vai servir para unir as diferentes praias do litoral brasileiro num mesmo local, mostrando que todos os surfistas podem se organizar num mesmo movimento pró-ativo por praias e oceanos conservados.

Surf  e sustentabilidade num processo nacional - A rede de surfistas foi lançada em 2009 na cidade de Ubatuba/SP, como um movimento denominado “Surf Sustentável”. A proposta original foi a de gerar cooperação e troca de informações sobre temas referentes à sustentabilidade no universo surf.

A idéia se expandiu e ampliou o seu alcance, tornando-se um verdadeiro esforço multilateral para discutir surf, conceitos e iniciativas pró-sustentabilidade no esporte e se organiza por meio de um comitê nacional, combinado por representantes de diversas regiões da costa atlântica.

Todo processo tem duas missões importantes: Contribuir para inserir os surfistas nos vários debates sobre desenvolvimento sustentável e subsidiar meios para encorajar ações voltadas a educação ambiental na comunidade do surf.

Confira a programação do lançamento do Fórum durante a Rio+20
Dia 20/07
19:30h – Plenária de abertura do Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade;
19:45h – Lançamento oficial e celebração – “Mistura das Areias”;
20h – Apresentação do projeto Recuperação da Restinga do Litoral Carioca pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro ;
20:45h – Formação dos grupos de trabalho para encaminhar considerações sobre a redação final – Surf XXI;
21h – Lançamento da Declaração Brasileira da Comunidade do Surf para Proteção das Zonas Costeiras no século 21;
21:15 – Encerramento.

Para saber mais acesse: www.surfsustentabilidade.org.br

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Ecosurfi pede #VetaTudoDilma

Comunidade do surf paulista participa da mobilização que pede veto total das alterações no Código Florestal



Na manhã de domingo (20/5), cerca de 2 mil pessoas se vestiram de verde e se reuniram no ato público #VetaTudoDilma, que pede o veto integral da presidente Dilma Rousseff ao projeto do novo Código Florestal.

A concentração começou, às 10h, em frente ao Monumento às Bandeiras, do lado de fora do Parque Ibirapuera, e depois seguiu para a Arena de Eventos do Parque, onde acontece a oitava edição do Viva a Mata, maior evento brasileiro em prol da Mata Atlântica.

A manifestação foi organizada pela Fundação SOS Mata Atlântica, com apoio dos comitês em Defesa das Florestas nacional e paulista, coalizões formadas por centenas de organizações da sociedade civil brasileira.

Histórico

Aprovado pela Câmara dos Deputados em 25 de abril, o projeto do novo Código Florestal está agora no Palácio do Planalto, onde pode ou não ser sancionado pela presidente. Dilma tem até o dia 25 de maio para vetar integralmente ou em partes esse texto do Código Florestal, que prejudica e muito a proteção do meio ambiente e das florestas. O texto aprovado também promove anistia a quem desmatou, beneficiando quem descumpriu a lei, e incentiva novos desmatamentos.

Desde o lançamento do primeiro relatório da alteração do Código Florestal, a SOS Mata Atlântica e diversas organizações vêm se mobilizando para o debate e acompanhamento do tema.
Em 7 de abril de 2011, aconteceu, em Brasília, o Ato Público “Marcha dos trabalhadores em defesa do Código Florestal, contra o Uso de Agrotóxicos e pela Reforma Agrária”. Nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, mobilizações foram realizadas simultaneamente, no dia 5 de maio.

Há um ano, durante o Viva a Mata 2011, a SOS Mata Atlântica promoveu uma manifestação no Parque Ibirapuera, semelhante à ação de 2012. Entre as ONGs que participaram da mobilização estavam WWF Brasil, Greenpeace, Pau Brasil, Ecosurfi, Reserva da Biosfera, Amigos do Futuro e Instituto Anendeporâ, entre outros.

Em 7 de junho do mesmo ano, foi lançado o Comitê de Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que possui braços regionais em Estados do país. Paralelamente, a campanha #florestafazadiferença foi divulgada pelas redes sociais, promovendo a mobilização da população com campanhas que envolvem também a participação de artistas engajados no tema.

Já a campanha nacional “Mangue Faz a Diferença” foi lançada em janeiro deste ano para alertar e mobilizar a sociedade sobre o impacto das alterações do Código Florestal nos manguezais. A iniciativa foi da Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com dezenas de organizações de todo o país.

Em um mês e meio de atividades foram realizadas 37 mobilizações em 13 Estados brasileiros (CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA, ES, RJ, SC, PR, SP e RS), mais o Distrito Federal.  Um total de 87 instituições aderiu à iniciativa e as manifestações da campanha alcançaram pelo menos 50 mil pessoas em todo o País.

Fonte: SOS Mata Atlântica
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