Surfistas engajados por justiça socioambiental

Ecosurfi representa a comunidade do surfe em Brasilia

Ecosurfi representa a comunidade do surfe em Brasilia Ecosurfi representa a comunidade do surfe em Brasilia

Noite do Surfe pelo Social em Itanhaém

Encontro tem como proposta reunir a comunidade do surfe

Encontro tem como proposta reunir a comunidade do surfe Encontro tem como proposta reunir a comunidade do surfe

Projeto faz diagnóstico de áreas potenciais para Ecoturismo

Levantamento aponta atrativos em Itanhaém/SP

Projeto faz diagnóstico de áreas potenciais para Ecoturismo Projeto faz diagnóstico de áreas potenciais para Ecoturismo

Ecosurfi encoraja surfistas a discutir Gestão Costeira

Comunidade do surfe cobra mais atenção com as praias

Comunidade do surfe cobra mais atenção com as praias Comunidade do surfe cobra mais atenção com as praias

Profissionais da Escola Ecosurfi passam por “reciclagem”

Curso de Formação e Atualização de Instrutores de Surfe

Curso de Formação e Atualização de Instrutores de Surfe Curso de Formação e Atualização de Instrutores de Surfe

Semana do Meio Ambiente debate surfe e sustentabilidade

O seminário vai debater o engajamento dos surfistas

O seminário vai debater o engajamento dos surfistas O seminário vai debater o engajamento dos surfistas

Ecosurfi “dropa” no Ibirapuera

Projetos que defendem a biodiversidade foram expostos

Projetos que defendem a biodiversidade foram expostos Projetos que defendem a biodiversidade foram expostos

Programa de voluntariado da Ecosurfi

Visa criar uma rede para o engajamento público

Visa criar uma rede para o engajamento público Visa criar uma rede para o engajamento público

Instrutores da Escola Ecosurfi recebem treinamento

O objetivo do projeto é ensinar técnicas para resgates no mar

Instrutores da Escola Ecosurfi recebem treinamento do Salva Surfe Instrutores da Escola Ecosurfi recebem treinamento do Salva Surfe

“Onde o mar encontra as pessoas” será lançado na Ecosurfi

Documentário traz o panorama das relações humanas com o mar

“Onde o mar encontra as pessoas” será lançado na Ecosurfi “Onde o mar encontra as pessoas” será lançado na Ecosurfi

Vitória contra o projeto Porto Brasil

Terra Indígena é demarcada e restingas são protegidas

Terra Indígena é demarcada e restingas são protegidas Terra Indígena é demarcada e restingas são protegidas

Viva Mata 2011 vai debater surfe e gestão costeira

Debate tem como foco discutir as zonas costeiras

Debate tem como foco discutir as zonas costeiras Debate tem como foco discutir as zonas costeiras

Ecosurfi atua na criação de área protegida em SP

Decreto oficializa a criação do mosaico de UC,s

Ecosurfi atua na criação de área protegida em SP

Dia Internacional do Surf marca chegada do inverno



O evento acontece em todo o país para celebrar o esporte e a cultura da praia

Em sua décima edição, o Dia Internacional do Surf (International Surfing Day) vai invadir as praias e ondas de todo mundo no próximo dia 23 de junho. Idealizado pela EuroSIMA (Associação Européia dos esportes com pranchas) e apoiado pela ESF (Federação Européia de Surf), SAS (Surfers Against Sewage), Surfrider Foundation e Ecosurfi no Brasil, o DIS promoveu em 2012 cerca de 198 eventos em 33 países diferentes, com o objetivo de celebrar o cuidado com a natureza, cultura e o estilo de vida da comunidade do surf.

Organizado pela primeira vez em 2004 na Europa e América do Norte, o Dia Internacional do Surf (DIS) acontece no Brasil desde 2008, e já mobilizou atividades em várias partes da costa brasileira, sempre realizado coletivamente por empresas, ONG’s e associações de surf.

Além do Brasil, participam do Dia Internacional do Surf (DIS) países como Argentina, Áustria, Austrália, Canadá, Inglaterra, França, Itália, Marrocos, Noruega, Portugal, Ilhas Reunião, Escócia, Senegal, Eslovênia, Espanha, Suíça, Holanda, Venezuela, entre outros. O evento marca o começo da estação de verão na Europa e inverno na América do Sul.

Neste ano as ações do DIS acontecem em sete estados brasileiros: Ceará/CE, Paraíba/PB, Bahia/BA, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Paraná/PR, Florianópolis/SC e Rio Grande do Sul/RS. Vale destacar, que qualquer instituição voluntariamente pode inscrever atividades para ser realizada no Dia Internacional do Surf.

Todos os anos, a mobilização do DIS conta com milhares de voluntários. Surfistas, artistas, alunos de escolas públicas e particulares, escoteiros, estudantes universitários e moradores locais se unem para uma grande celebração em prol das praias, oceanos e a cultura surf.

A filosofia promovida pelo DIS sugere que todos os participantes vivam intensamente a data com a realização de atividades esportivas, culturais, ambientais e sociais, sendo esse um momento para a comunidade do surf mostrar o seu respeito as praia e aos oceanos.
Seguem os cartazes do DIS no anexo.

Dia Internacional do Surf (DIS) no Facebook: http://migre.me/eX6CM

Apresentação Dia Internacional do Surf (DIS): http://migre.me/eX6Jo

Estados confirmados com ações apoiadas e/ou promovidas pela Ecosurfi ou em parceria:

Ceará, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis e Rio Grande do Sul

- Paraíba/PB

Cidade(s):

Cabedelo
Local: Dique de Cabedelo
Realização: Cabedelo Surf Clube
Coordenação DIS: Diogo Gusmão

Atividades: Surf Treino e Limpeza da Praia
Horário: 11h às 13h

- Ceará/CE

Cidade(s):

Fortaleza 
Local: Orla da Praia
Realização: AQUASIS/IPOM/GREENISH
Coordenação DIS: Juaci Araujo de Oliveira

Atividades: Limpeza da Praia, Surf treino, Roda de diálogos, Palestra, Oficinas de Pinturas Cine Surf, Atividades artísticas, Exposição de fotos.
Horário: 8h às 11h

Caucaia
Local: Praia de Iparana
Realização: ASPRANA (Associação de Surf da Praia de Iparana)
Coordenação: Pedro Viana ou Wellington Sales

Atividades: Café da manhã (Mesa de frutas), Palestra motivacional com o líder do projeto social Correria para Cristo, Manhã de autógrafos (Entrega de revistas Beach Show) com o atleta profissional Isaias Silva, Gincana com 24 participantes, incluindo limpeza da praia e valendo premiação, Encerramento e free surf com a molecada.
Horário: 10h às 13h

Paracuru
Local: Orla da praia
Realização: Galeria de Grauçá – Surf Arte e Papa Trip – Expedições ambientais
Coordenação: Vinícius Grauçá

Atividades: Rodas de conversas socioambientais, Exposições de surf arte, Coleta de micro-lixo, Oficina de hand planes, Exibição de filmes de surf


- Bahia/BA

Ubaitaba 
Local: Rio de Contas
Realização: Terra Reciclagem
Coordenação DIS: Jorge Longo
E-mail: terrareciclagem@hotmail.com
Telefone de contato: (73) 9111 7205

Atividades: Limpeza da margem do rio
Horário: 10h às 12h

Cidade(s)
Porto Seguro
Local: Praia de Taipe (base Ultraleve) Arraial D'Ajuda
Realização: Surf Clube Arraial D'Ajuda / Fábrica de Campeões
Coordenação DIS: Nito Dantas

Atividades: Surf Treino e Limpeza da Praia
Horário: 9h às 17h


- Rio de Janeiro/RJ

Cidade(s)
Cabo Frio 
Local: Praia do Forte e Praia Brava
Realização: Associação de Surf de Cabo Frio - ASCF
Coordenação DIS: Evandro “Sorriso” Ramos

Atividades: Limpeza da Praia
Horário: 9h às 12h

Cabo Frio 
Local: Lagoa, Palmeiras
Realização: Vip Residencial Esporte
Coordenação DIS: Leila Ribeiro

Atividades: Travessia de SUP NOTURNO na lagoa - LUA CHEIA
Horário: 18h às 22h

- São Paulo/SP 

Cidade(s):
São Sebastião
Local: Praia da Baleia (Canto direito)
Realização: Escola de Surf Canto Mágico/ Aliança Surf Club
Coordenador DIS: Isley Calogero

Atividades: Surf treino, Limpeza da Praia, Exposição de arte, Show
Horário: 9h às 16h

Mongaguá 
Local: Praia do Centro
Realização: Associação do Litoral Sul
Coordenação DIS: Joka

Atividades: Limpeza de praia, Surf treino, Exposições, Atividade com escolas do município
Horário: 9h às 16h

Itanhaém
Praia do Centro (Praião)
Realização: Ecosurfi e Mahalo
Coordenação DIS: João Malavolta e Tiago Lima

Atividades: Surf Treino, Shows musicais, Exposição de arte, Cerimônia em saudação aos Oceanos, Limpeza da Praia
Horário: 9h às 22h

- Santa Catarina/SC

Cidade(s)
Florianópolis
Local: Barra da Lagoa
Realização: Aprender – Entidade Ecológica
Coordenação DIS: Cadú Fagundes

Atividades: Palestra sobre as Reservas Mundiais de Surfe
Horário: 14h às 17:30h

Florianópolis
Local: Praia das Areias
Realização: Escolinha de Surf Molekes do Pico
Coordenação DIS: Stanlei

Atividades: Aulas de Surf
Horário: 9h às 12h

- Rio Grande do Sul/RS

Cidade(s)
Rio Grande 
Local: Praia do Cassino
Realização: Fala Netuno
Coordenação DIS: Carolina Soares

Atividades: Limpeza da Praia, Luau com show ao vivo, Palestras sobre ecossistema da região pelos estudantes de oceanologia, Gincanas, etc
Horário: 15h às 20h

*Em breve outras informações

PS: O International Surfing Day (Dia Internacional do Surf) é um evento coletivo e promovido voluntariamente por indivíduos ou organizações civis autônomas que contribuem com praias e oceanos limpos e uma cultura surf que respeite a natureza.
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Sombras da verticalização já impactam praias de Itanhaém


O litoral sul da Baixada Santista-SP está novamente na mira da construção civil e das promessas dos empregos gerados pelo setor.  Nos últimos anos uma cortina de prédios vem se fechando na orla das cidades de Praia Grande e Mongaguá, rumando para Itanhaém. Seguindo o modelo de Santos, Guarujá e tantas outras.

O atual modelo desenvolvimentista brasileiro, que ataca sem pena, inúmeros ambientes frágeis e seus serviços ambientais, atualmente têm como seu algoz a conjuntura econômica do país, que através de linhas de créditos para qualquer tipo de empreendimento, vem transformando o território nacional em um espaço de oportunidades capitais para alguns e de prejuízos socioambientais para toda nação.

Em Itanhaém, estância balneária e localizada a 100 quilômetros da capital paulista o resultado da construção de prédios na orla das praias já pode ser visto por qualquer morador ou visitante. Os 26 quilômetros de orla marítima que a cidade possui é o seu principal ativo turístico para os visitantes, que lotam o município na alta temporada, feriados e finais de semana.

O turismo de “sol e mar” é o principal gerador de renda na economia local por meio das atividades relacionadas à prestação de serviços, que asseguram a maior parte da receita municipal.
 
Nesse ano a cidade está passando pelo processo de revisão do seu Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) e deve discutir um regramento especifico para atualizar a legislação que trata sobre o uso, ocupação e parcelamento do solo nos espaços urbanos.

Entre os prejuízos que a verticalização sem critérios causa nas cidades que escolheram estimular à implantação desses conjuntos residenciais, está a perda da ventilação natural (baixa velocidade de evaporação) ocasionando aumento da temperatura em até 4°C – ilhas de calor.  Maior adensamento urbano, gerando o aumento da população, somado ao número de veículos, que, conseqüentemente, traz conflitos com os pedestres nas áreas de passeio, lazer, jardins e calçadas, uma vez, que esses espaços urbanos foram planejados para receber residências horizontais – menos populosas.

Segundo João Malavolta, dirigente da Ecosurfi e membro da Comissão de Acompanhamento da revisão do Plano Diretor (CAPD), existem impactos de médio e longo prazo que geram inúmeros déficits sociais que não são contabilizados.

“A exemplo do que aconteceu historicamente em nossa região, estamos seguindo um modelo que não deu certo. Criamos cidades fantasmas e empurramos a população de “baixa renda” para áreas sem nenhuma infra-estrutura. Além disso, os trabalhadores de grandes obras tendem a se fixar na cidade e, na inexistência de alternativas habitacionais, aumentarão o contingente de favelas, ocupações irregulares e invasões de áreas públicas, privadas e de preservação ambiental”, argumenta.

Malavolta ainda destaca que muitos dos espaços que hoje recebem prédios foram desenhados para ter casas. “Em um bairro residencial com habitações na horizontal todo projetado para suportar uma determinada demanda de água e esgoto, com ruas menores para o transito menos intenso de veículos, receber à construção de prédios com muitos pavimentos, gera um impacto negativo muito sério. No lugar de uma casa com uma família de cinco pessoas você colocar um prédio com 20 famílias, é visível para toda a vizinhança os ônus disso tudo,” defende.


Apoio no Legislativo

Depois de concluída a revisão do Plano Diretor, todas as contribuições recebidas através das audiências públicas e grupos de trabalho, compostos pela sociedade civil, poder público e entidades de classe, terão os dados consolidados e encaminhados para a Câmara Municipal, que deve votar no plenário as deliberações contidas no documento.

No legislativo a proposta deve passar pela comissão de constituição e justiça e pode receber emendas e substitutivos, que alteram o projeto original. Se aprovado em primeira votação, pela maioria dos vereadores, o projeto segue para a sanção do prefeito e entra em vigor na data a publicação.

De acordo com o vereador Conrado Carrasco (PT) membro da Comissão de Acompanhamento do Plano Diretor, representando a Câmara Municipal, o sombreamento na areia das praias afasta os turistas e prejudica as atividades comerciais e a beleza cênica dos ecossistemas.

 “Verticalização é importante para o desenvolvimento do município, mas deve estar em consonância com a realidade socioambiental e a vocação da cidade, que está ligada, diretamente, ao turismo de veraneio, histórico e cultural”, afirma.

Outro ponto enfatizado por Carrasco, diz respeito ao saneamento básico. “É indispensável pensar os impactos dessas estruturas. Hoje, Itanhaém conta com menos de 30% de rede coletora de esgoto. E a maioria das áreas que estão sendo escolhidas para receber os empreendimentos não foram planejadas para esse modelo de adensamento urbano. São loteamentos sem estrutura para aguentar a pressão sobre o sistema de água e esgoto, o que gera vários transtornos e maiores gastos público a municipalidade e aos órgãos competentes”, diz.

Sobre o Plano Diretor

O Plano Diretor é um instrumento de planejamento que estabelece princípios, diretrizes e normas, que devem fornecer orientações para as ações governamentais que, de alguma maneira, influenciem o desenvolvimento urbano. Essas ações podem ser desde a abertura de uma nova avenida, até a construção de uma nova residência, ou a implantação de uma estação de tratamento de esgoto, ou a reurbanização de uma favela. Tudo isso, no seu conjunto, define o desenvolvimento da cidade, portanto é necessário que elas sejam orientadas segundo uma estratégia mais ampla e sustentável, para que todas possam trabalhar (na medida do possível) em conjunto na direção dos objetivos consensuados.


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Ecosurfi apresenta experiências em redes de educação ambiental


Encontro em Santos-SP deve reunir educadores ambientais e ativistas de todo litoral paulista

A Rede de Educadores Ambientais da Baixada Santista realiza, de hoje, ao dia 27 de abril o IV Encontro de Educação Ambiental da Baixada Santista, com o tema ‘Redes Locais e Políticas Públicas’. O encontro é regional e podem participar educadores ambientais da Região Metropolitana da Baixada Santista, universitários, pesquisadores, gestores públicos e envolvidos na temática ambiental. Desta vez o encontro acontece na Universidade Santa Cecília, em Santos.

Durante o evento os debates tratarão de três eixos temáticos e transversais: Políticas Públicas Municipais de Educação Ambiental, Redes Locais e Ecomercado.

Nesta quinta-feira, a Ecosurfi participa da mesa: Educação Ambiental nas redes locais temáticas. Na oportunidade a organização apresenta ao público as experiências do projeto Rio do Nosso Bairro – Rede de Escolas Cuidando das Águas e do Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade.

A mesa vai ser composta pelo gestor de projetos da Ecosurfi, Bruno Pinheiro e o coordenador de articulação institucional, João Malavolta. Segundo Pinheiro, o evento é uma oportunidade de reconectar processos de Educação Ambiental na região.

 “Estaremos apresentando algumas experiências da Ecosurfi no âmbito da articulação em rede, que vão desde uma rede de educadores do ensino público formal e uma rede formada somente por surfistas de todo o litoral brasileiro”, comenta.

Os eixos temáticos abordados no evento terão como objetivos principais o fortalecimento da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista, a construção de políticas públicas e o enraizamento regional da educação ambiental.

REABS – Apresentação

A Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista (REABS) foi criada em 2004 por iniciativa dos educadores de parques públicos da região e, desde então, tem ampliado os atores participantes, mobilizados por intermédio de reuniões, encontros e comunicações virtuais (lista de e-mails, portal e redes sociais). Hoje a rede conta com cerca de 400 educadores ambientais.

A REABS já realizou três encontros regionais I Encontro de Educação Ambiental da Baixada Santista (EEABS), em junho de 2006, na Unimonte; a II EEABS, em dezembro de 2006, na Unisantos e a III EEABS, em maio de 2007, em Itanhaém.

Cronograma e programação geral – Sujeito a alterações 

Quinta-feira, 25 de abril de 2013 – Local: UNISANTA
10:00 – 12:00h: Credenciamento e entrega de material/ Início do Ecomapa
12:00 – 13:30h: Almoço / Ecocine
13:30 – 15:15h: Oficinas Autogestionadas (1º Tempo)
15:15 – 15:45h: Intervalo para café
15:45 – 17:30h: Oficinas Autogestionadas (2º Tempo)
SENAC (Av. Conselheiro Nébias)
18:30 – 19:00h: Apresentação Cultural Interativa
19:00 – 19:30h: Abertura Oficial
19:30 – 22:00h: Mesa Redonda I – A EA nas redes locais e temáticas

Sexta-Feira, 26 de abril de 2013. Local: UNISANTA
09:00 – 10:45h: Oficinas Autogestionadas (3º Tempo)
10:45 – 11:15h: Intervalo para café
11:15 – 13:00h: Oficinas Autogestionadas (4º Tempo)
SENAC (Av. Conselheiro Nébias)
13:00 – 14:00h: Almoço
14:00 – 15:30h: Atividades espontâneas / Ecocine
15:30 - 16:00h: Intervalo para café
16:00 – 18:30h: Mesa Redonda 2 – Ecomercado na Baixada Santista
20:00 - 22:00h: Sarau

Sábado, 27 de abril de 2013. Local: UNISANTA
10:00 - 12:30h: Feira de Trocas / Reunião Preparatória do IV EEEA
12:30 - 14:00h: Almoço / Ecocine
14:00 - 18:00h: Espaço Aberto: Políticas Municipais de Educação Ambiental (com intervalo)
Local a ser definido
18:30 - 20:00h: Encerramento
22:00h - Show

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Áreas de Surf Protegidas podem se tornar realidade no Brasil

A proposta foi apresentada aos deputados da Frente Parlamentar Ambientalista   

Fotos: Zeca Ribeiro


Ontem (11), foi protocolado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMDS) da Câmara Federal em Brasília, o pedido para a criação de uma Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas.

A proposta foi apresentada pela ONG Ecosurfi durante o seminário: “25 anos da Constituição Federal e a proteção dos ecossistemas costeiros e marinhos”, organizado pela Frente Parlamentar Ambientalista e Fundação SOS Mata Atlântica.

A necessidade da criação de áreas protegidas especificas para o surf nasce em meio aos retrocessos que a legislação ambiental no país vem enfrentando. Após a aprovação no ano passado das alterações no Código Florestal, toda a zona costeira se tornou um território frágil, que vem recebendo constantes ameaças do modelo desenvolvimentista adotado pelo governo  brasileiro.

O surf é um esporte que atualmente movimenta na economia nacional mais de R$ 2,5 bilhões entre as atividades da sua indústria em diversos seguimentos. A comunidade dos praticantes do esporte está espalhada pelos mais de oito mil quilômetros de costa e atualmente possui praticantes em todas as classes sociais.

Muitas agressões na Zona Costeira e marinha já são visíveis nas praias onde o surf é praticado. Desde a contaminação da água do mar por esgoto e derrames de petróleo; especulação imobiliária e a privatização desses espaços, são exemplos de atividades impactantes.


Um dos principais temas abordado no seminário: “25 anos da Constituição Federal e a proteção dos ecossistemas costeiros e marinhos” foi à criação da “Lei do Mar”. A proposta tem como objetivo a preservação de recursos naturais em 3,5 milhões de km2 de mar, um pedaço de Brasil que a Marinha chama de "Amazônia Azul" e está sem governança, dizem acadêmicos e ambientalistas. A medida protegeria uma faixa imensa de recursos na água, no subsolo e no leito do mar, em uma região entre 12 milhas da costa e 200 milhas. O projeto tem a coautoria de três deputados de partidos diferentes -Sarney Filho (PV-MA), Márcio Macêdo (PT-SE) e Ricardo Tripoli (PSDB-SP).  

Áreas de Surf Protegidas

A iniciativa levada a Brasília pela Ecosurfi, contou com o apoio da ONG Aprender e Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade (FBSS) e contribuição da Fundação SOS Mata Atlântica e tem como foco valorizar as praias e ondas onde o surf é praticado, reconhecendo esses espaços como santuários instituidos por legislação própria.

De acordo com o autor da proposta e dirigente da Ecosurfi João Malavolta, “a ideia é criar um instrumento de gestão pelos surfistas e poder público do território costeiro e marinho, com vistas assegurar a conservação dessas regiões em seus aspectos sociais, ambientais, culturais e, sobretudo econômicos. Boas ondas para o surf são ativos ambientais que garantem para as regiões que se inserem nesse contexto o desenvolvimento econômico sustentável por meio de uma pratica não exploratória do meio ambiente, o surf”, argumenta.

Ao término do evento o Deputado Federal Sarney Filho, coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, recebeu uma cópia da Carta de Responsabilidades dos Surfistas junto com a proposta que pede a criação das Áreas de Surf Protegidas. O parlamentar considerou ser necessária a articulação com esse seguimento social. “Acredito ser muito importante envolver na proposta da “Lei do Mar” todas as populações que utilizam de alguma forma os ecossistemas costeiros e marinhos, inclusive os surfistas”, comentou o Deputado.



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Ecosurfi dropa em Brasília

Evento marca os 25 anos da Constituição Federal e a proteção dos ecossistemas costeiros e marinhos


O ano de 2013 marca os 25 anos da Constituição Federal. Tendo em vista esse marco, e com o objetivo de avaliar de que forma a conservação marinha está amparada na legislação brasileira, será realizado em Brasília o Seminário “25 anos da Constituição Federal e a proteção dos ecossistemas costeiros e marinhos”, no dia 11 de abril (quinta-feira).

O evento será realizado na Câmara dos Deputados (na Praça dos Três Poderes), das 9h30 às 17h, e é coordenado pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara, com o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista e da Fundação SOS Mata Atlântica.

Representando a comunidade do surf, a Ecosurfi participa do evento e leva a Brasília-DF a proposta defendida pela ONG, que pede ao governo brasileiro a criação de uma Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas.

Na ocasião, serão abordados os desafios e lacunas nas políticas públicas para a conservação marinha, com a proposição de uma agenda de trabalho entre os atores envolvidos. O objetivo é ampliar o debate sobre a construção de uma política nacional para a proteção dos oceanos, que incorpore os compromissos assumidos pelo governo brasileiro e demais países na Rio+20, nas variadas esferas governamentais e nos diversos níveis (municipal, estadual e federal), a fim de construir um ambiente favorável à aprovação da Lei Nacional dos Oceanos.

A Constituição Federal Brasileira define desde 1988, em seu artigo 225, que a Zona Costeira, região habitada por quase a metade de população do País, é um Patrimônio Nacional e afirma que sua utilização se dará na forma da lei, “dentro de condições que assegurem a preservação do Meio Ambiente e dos recursos naturais”. Os ecossistemas costeiros e marinhos são de fundamental importância para diversos processos naturais, sendo áreas de reprodução, alimentação e abrigo para várias espécies. Além disso, fornecem uma série de serviços ambientais que favorecem o bem-estar humano, como a proteção da linha de costa, o equilíbrio climático, o conforto térmico, a produção de pescados e o desenvolvimento de atividades de lazer e turismo. A fauna e a flora associadas aos ecossistemas costeiros também representam significativa fonte de alimentos e renda para as populações humanas.

Apesar da relevância ecológica e socioeconômica, os ambientes marinhos e costeiros estão entre os mais ameaçados do País e menos protegidos por acordos, normas e leis e por políticas públicas federais e estaduais.

Confira a programação: 

9h30 às 10h10 – Abertura

• Deputado PENNA, Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
• Deputado SARNEY FILHO, Primeiro-Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista;
• Deputado ARNALDO JORDY, Segundo-Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
• Deputado MÁRCIO MACÊDO, Coordenador do GT Mar da Frente Parlamentar Ambientalista e
• Senhor ROBERTO KLABIN, Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica

10h10 às 11h10 – Apresentações Técnicas

• Coordenadora: LEANDRA GONÇALVES, Consultora da Fundação SOS Mata Atlântica.

Tema: Ecossistemas costeiros e marinhos: ameaças e legislação nacional aplicável.
Palestrante: Senhora ILÍDIA JURAS, Consultora Legislativa da Câmara dos Deputados.
Tema: Análise comparada sobre legislação internacional para zona costeira.
Palestrante: Senhor ANDRÉ LIMA, Consultor Ambiental.
Tema: Estudo da arte dos 25 anos de gerenciamento costeiro integrado.
Palestrante: Senhor MAURO FIGUEIREDO DE FIGUEIREDO, Assessor do Departamento de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente.

11h10 às 12h30 - Painel Governamental

• Coordenador: GUILHERME DUTRA, Diretor do Programa Marinho da CI - Conservação Internacional.
Palestrantes:
• Representante do Ministério do Meio Ambiente
• Senhora CLÁUDIA ALVES DE MAGALHÃES, representante do Comitê-Executivo do GI-Gerco - Grupo de Integração do Programa Nacional de Gerenciamento Costeiro
• Senhor AMÉRICO TUNES, Secretário de Monitoramento e Controle da Pesca e Aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura
• Capitão-de-Mar-e-Guerra MARISE SILVA CARNEIRO, Subsecretária para o PSRN - Plano Setorial para os Recursos do Mar da Marinha do Brasil

12h30 às 14h – Almoço

14h às 15h – Painel Ciência

• Coordenadora: LEANDRA GONÇALVES, Consultora da Fundação SOS Mata Atlântica.
Palestrantes:
• Senhor MARCUS POLETTE, Professor-Pesquisador da Univale - Universidade Vale do Itajaí;
• Senhor ALEXANDER TURRA, Professor-Pesquisador do Instituto Oceanográfico da USP - Universidade de São Paulo e
• Senhora BEATRICE PADOVANI, Professora-Pesquisadora da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco.

15h às 16h – Painel Sociedade Civil

• Coordenador: ANDRÉ LIMA, Consultor Ambiental
Palestrantes:
• Senhora LEANDRA GONÇALVES, Consultora da Fundação SOS Mata Atlântica;
• Senhor GUILHERME DUTRA, Diretor do Programa Marinho da CI - Conservação Internacional e
• Senhora HELOÍSA DIAS, Coordenadora do Colegiado Mar da Reserva Biosfera.

16h às 17h - Conclusões Finais e Encaminhamentos

Composição da Mesa:

• Deputado ARNALDO JORDY, Segundo-Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e
• Senhor ROBERTO KLABIN, Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica.

Serviço:
O que: Seminário: 25 anos da Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos.
Data: 11 de abril
Horário: 9h30 às 17h
Local: Plenário 8, do Anexo II, da Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria de Comunicação

SOS Mata Atlântica e Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Câmara dos Deputados

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Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas.


Nós SURFISTAS pedimos ao governo brasileiro e suas instituições a criação de uma Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas. A zona costeira brasileira e suas ondas para o surf estão sob ameaça de um número crescente de atividades que prejudicam o seu equilíbrio ambiental. Essas situações podem destruir ou ter impacto negativo de longo prazo causando prejuízos ecológicos e socioeconômicos em algumas das principais praias e "picos de surf". São sete as principais situações criticas que afetam o litoral e os oceanos diretamente:

➜ Expansão Urbana desordenada na orla das praias;
➜Despeito às comunidades locais e a biodiversidade;
➜ Poluição e contaminação das praias e oceanos por resíduos sólidos e químicos;
➜ Loteamentos em áreas de uso público restringindo o acesso dos surfistas as praias e ondas;
➜ Derramamento de petróleo e seus derivados;
➜ Falta de saneamento básico;
➜ Redes de pesca clandestinas.

Por que isso é importante:

► Por que assinar?

Precisamos da sua ajuda para criar uma "Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas" (PNASP).

O objetivo desse abaixo-assinado é alcançar milhares de assinaturas para destacar o valor das praias de surf, dos oceanos e das comunidades de surfistas junto ao Governo Brasileiro na esfera EXECUTIVA e LEGISLATIVA.

A iniciativa foca a criação espaços de debates e participação, que possibilitem meios para constituição e implementação de ÁREAS DE SURF PROTEGIDAS (ASP), instituídas por uma política nacional própria, que reconheça a importância das ondas em seu aspecto cultural, social, econômico e o todo ativo ambiental desse recurso natural para as comunidades litorâneas, servindo como mecanismo de gestão participativa para proteção e conservação do território costeiro e marinho.

As pessoas que participam desse abaixo-assinado acreditam que ondas e as zonas de surf devem ser estudadas como instrumentos para políticas públicas conservacionistas com atribuições e normas especificas.

Ao assinar a proposta para uma “Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas (PNASP)”:
"Eu afirmo para o Governo brasileiro e demais setores da sociedade a importância do debate sobre o valor econômico e intrínseco do surf, ondas e oceanos, pedindo meios específicos de proteção desses ambientes únicos e finitos, para as atuais e futuras gerações."

ASSINE AQUI: http://migre.me/e2Y2A

► Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas (PNASP)

O litoral brasileiro e suas ondas para o surf estão sob a ameaça de um número crescente de atividades impactantes, no ponto de vista socioambiental, desenvolvidas nessas regiões, que podem destruir ou ter impacto negativo de longo prazo sobre algumas das principais praias de surfe.

O desenvolvimento urbano desenfreado na zona costeira sem o respeito às comunidades locais e a biodiversidade, poluição e contaminação das praias por resíduos sólidos e químicos, aliados a especulação imobiliária, são alguns dos desafios que os surfistas enfrentam diariamente.

Os oceanos são a parte mais importante e vital para o equilíbrio do planeta Terra. Nas praias brasileiras onde existe a prática do surf, as ondas possuem um valor inestimável para a comunidade das “pranchas”. No entanto, o país, atualmente não tem nenhum marco legal regulatório específico para garantir a proteção das praias onde o surf é praticado, ou mesmo, outras iniciativas governamentais para reconhecer o surf como cultura nacional.

O surf tem crescido mundialmente e no Brasil se estabelece no dia-a-dia das pessoas como cultura, esporte, filosofia, além de possuir uma importante indústria, que movimenta bilhões de dólares no mercado nacional. Porém, uma parcela significativa da população ainda percebe o surf como uma sub-cultura, sem valor, e deixam de respeitar plenamente os surfistas ou valorizar suas preocupações e causas, principalmente no campo ambiental, que está relacionado diretamente ao seu estilo de vida.

Os surfistas estão em todas as classes profissionais: advogados, médicos, empresários entre outros. Quem surfa compartilha as ondas com todo o tipo de público. De crianças a terceira idade, de amadores a atletas profissionais. Cidades com boas ondas para o surf garantem economia de base comunitária, o que agrega valor aos produtos que circulam nos mercados locais; impacto positivo na comunidade; diminuição do consumo de recursos naturais; menor pegada ecológica; geração de renda; e conservação da biodiversidade.

► Oceanos e ondas

Os oceanos limpos e com boas ondas são importantes para as comunidades costeiras nos aspectos: econômicos, ambiental, cultural e social.

No Brasil, o litoral de norte a sul já sofre com cenários insustentáveis. Praias como Maresias em São Paulo, Titanzinho no Ceará, Praia do Moçambique em Florianópolis e o Porto de Barra na Bahia, são exemplos de lugares, que já sentem o reflexo do descaso das autoridades no cumprimento das leis ambientais, o que permite severos impactos na qualidade das ondas e da biodiversidade marinha, implicando negativamente no dia-a-dia das populações locais.

Não existe lei específica em todo território nacional para proteger as “zonas de surf”. Segundo o IBGE, 70% da população brasileira reside a menos de 150 km do litoral. Conforme a Agencia Nacional de Águas (ANA) 70% das cidades na costa brasileira não possuem esgoto tratado.

A poluição dos oceanos e praias por resíduos sólidos e químicos vem aumentando drasticamente nos últimos anos. A falta de programas efetivos de reciclagem e conscientização da população contribui para o aumento do problema. Um pedaço de plástico deixado na areia da praia pode contaminar o ambiente por mais de 300 anos. A criação de uma Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas surge como necessidade para engajar outros grupos no compromisso com a gestão pública do litoral brasileiro.

► Números do surf

Nos mais de sete mil quilômetros de costa existem três tipos de ondas: fundo de areia (maioria dos picos), fundo de pedra, fundo de coral. Surfistas praticantes já passam de 2,4 milhões, o que coloca o surf como o oitavo esporte no país, ganhando até das artes marciais.

Em uma pesquisa realizada pela consultoria Toledo & Associados, o surf o Brasil movimenta um mercado de R$ bilhões. Só na cidade de São Paulo existe 1,1 milhão de consumidores do segmento, entre simpatizantes e surfistas.

Já na Europa, diversos estudos realizados em praias portuguesas apontam os ganhos econômicos obtidos pelo turismo voltado ao surf, o que gera renda e desenvolvimento sustentável para as comunidades costeiras.

Portanto, a criação de uma Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas (PNASP), se faz necessário para assegurar a qualidade das ondas, protegendo e conservando seus ambientes e ecossistemas associados, tendo em vista garantir o futuro do esporte e de sua cultura e filosofia de vida.

► Uma campanha pelos Oceanos

A iniciativa para a criação de uma Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas (PNASP), é parte da campanha Defensores dos Oceanos promovida pela ONG Ecosurfi. A proposta visa promover a proteção dos locais onde existe a pratica do surf, reconhecendo os benefícios ambientais, sociais, culturais e econômicos que o esporte promove, além de buscar representar e encorajar a comunidade do surf no aperfeiçoamento dos canais de diálogo junto aos governos, empresas e outros grupos preocupados com as áreas marinhas e costeiras.

A campanha tem como principio a criação de uma coalizão de organizações socioambientais, associações e federações de surf, surf clubes e demais públicos interessados em proteger e conservar as zonas de surf dos impactos ambientais, que comprometem a qualidade das ondas, visando assegurar a todos o acesso às praias e oceanos saudáveis, livres da poluição, como estabelece a Constituição Federal Brasileira em seu Artigo 225 (Meio Ambiente), Capítulo XVII da Agenda 21 (Proteção dos Oceanos e Todos os tipos de Mares) da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Carta de Responsabilidade dos Surfistas – Surf 21 (Documento criado durante a Rio+20).

Por fim, a campanha tem como um dos seus eixos de trabalho a criação da Política Nacional de Áreas de Surf Protegidas (PNASP) para ampliar a conscientização sobre a importância das ondas e oceanos entre os surfistas e públicos afins, com vistas a cobrar dos governos o entendimento que as ondas são uma parte importante para o desenvolvimento social de muitas comunidades ao longo do litoral brasileiro.

Para saber mais acesse: www.ecosurfi.org / www.surfustentavel.org
Contato: surfsustentavel@ecosurfi.org

PROTEGER OS OCEANOS É DA MINHA NATUREZA - Ecosurfi

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Sabesp mantém esgoto na areia das praias em Itanhaém-SP

Ecosurfi flagra obra ilegal embargada pela Secretaria do Patrimônio da União em pleno funcionamento



Pela manhã, nesta quinta feira (06), na praia do Satélite o barulho das máquinas já era possível ouvir nas primeiras horas. No local, apenas alguns surfistas e turistas aproveitando o dia de sol e céu azul. Mas essa realidade desenhada para o que seria um dia perfeito, era testemunha da continuação de um crime contra as praias da cidade de Itanhaém – litoral sul de São Paulo.

Descumprindo uma determinação do órgão que administra toda a zona costeira brasileira, a Secretária do Patrimônio da União – SPU, a Sabesp, empresa responsável pelo tratamento de esgoto no estado de São Paulo, ao invés de cumprir a determinação do órgão federal, que a obrigou a retirar todo tronco coletor de esgoto na areia das praias itanhaenses, estava cimentando os postos de vistoria para evitar "novos vazamentos".

O problema 

Desde o final do ano de 2010 cidadãos e representantes de organizações não governamentais buscam resolver um problema de saneamento ambiental na cidade, gerado por meio da implantação do Programa Onda Limpa, que ao invés de ser a solução de uma situação precária que afeta todo o Brasil, se configura como um ato ilegal promovido pela Sabesp, compania que deveria zelar pela qualidade ambiental dos recursos hídricos.

Nos 26 quilômetros de litoral que Itanhaém possui a Sabesp implantou em cerca de 15 km uma rede coletora de esgoto, chamada de tronco coletor, na areia da praia, tudo sem o devido licenciamento ambiental, gerando um enorme dano nesse frágil ambiente, a saúde das pessoas, além de prejuízos paisagísticos e turísticos.

Segundo o que determina a legislação federal, qualquer intervenção na área da praia, não importa se permanente ou temporária, necessita de autorização da Secretaria de Patrimônio da União, o que não ocorreu nessa obra.

No final de 2011 a Sabesp foi obrigada pela SPU a retirar toda tubulação da areia das praias, conforme medida proposta pelo órgão federal, depois de confirmada a falta de autorização da Sabesp para realizar os trabalhos na faixa de areia, bem como a ausência de licença ambiental e de justificativa técnica que comprovasse a necessidade dos trabalhos naquela área – o que depende de aprovação da secretaria.

Embargo

De acordo com o coordenador do escritório regional da SPU na Baixada Santista, Sérgio Martins, em matéria ao Jornal A Tribuna, caso se confirme o descumprimento da notificação, será entregue à Sabesp um auto de embargo. O documento poderá ser entregue a um funcionário da empresa que estiver no local da obra. “Tem um buraco lá”, lembra Martins. “Caso eles estivessem tomando uma medida para fechar o buraco, isso não configura uma obra, é uma providência (para não oferecer risco às pessoas ou prejudicar o andamento posterior da obra). É isso que vamos constatar. Se eles continuaram a obra, vamos fazer o auto de embargo”.

Se isso ocorrer, ainda segundo o coordenador da SPU na Baixada, o órgão entrará com uma ação, com pedido de liminar (decisão judicial provisória), para que a Sabesp paralise os trabalhos imediatamente.

As estruturas instaladas pela Sabesp têm início na Praia do Suarão e seguem até o Centro. Depois, aparecem novamente no Cibratel I, indo até o Gaivota. No total, os poços podem ser vistos em um trecho de cerca de 15 quilômetros.

Movimento Praia sem Esgoto 

O Movimento Praia Sem Esgoto é formado até então por cidadãos e instituições do município de Itanhaém. A pauta do movimento é a retirada imediata da rede de esgoto implantada pela SABESP nas praias da cidade. Entre os objetivos esta a revisão participativa do projeto Onda Limpa para o município e o fortalecimento do controle social dos projetos de saneamento básico, com mais transparência do planejamento e da aplicação dos recursos.



Saiba mais: www.praiasemesgoto.blogspot.com.br
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Prancha Ecológica na Baixada Santista-SP


Em 2007, o gaúcho Jairo Lumertz uniu duas paixões: surf e a natureza e desenvolveu no Hawaii uma prancha ecologicamente correta, confeccionada a partir do reaproveitamento de garrafas PET.

Agora no Brasil, Lumerts e sua companheira Carolina Scorsin desenvolvem o projeto: Prancha Ecológica, cujo propósito é ensinar para todos os públicos uma maneira criativa de reutilizar garrafas plásticas.

Jairo e Carolina estão incentivando o surf, a educação ambiental e dialogam sobre temas voltados a sustentabilidade.

As primeiras palestras foram realizadas em escolas do município de Garopaba (SC), onde a atividade teve um grande sucesso e boa repercussão entre a comunidade do surf local.

No último mês de outubro a dupla iniciou a uma maratona de oficinas em escolas, associações de surf e surf shops nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Nessa semana o projeto volta a Baixada Santista e passa por Itanhaém nesta quarta-feira (22).

Na cidade a Ecosurfi está promovendo o workshop sobre a prancha ecológica com o objetivo de mostrar a comunidade do surf itanhaense uma maneira simples e prática de ajudar na proteção do meio ambiente e trocar conhecimentos sobre iniciativas sustentáveis.

O workshop acontece na Praia dos Pescadores à partir das 16h no restaurante e espaço cultural Capelinha, localizado no canto esquerdo da praia.

Serviço:

Workshop – Prancha Ecológica
Local: Restaurante Capelinha – Praia dos Pescadores – Itanhaém/SP
Data: 22/11/2012
Horário: 16h
Entrada gratuita
Informações: 13 3426 8138

Apoio: Fruto d’água – Surf Shop, Restaurante Tia Lena, Panzer Surf Shop, Pizzaria Praia do Sonho, Viva Cor – Outdoor, Salva Surf – Itanhaém, ASI – Associação de Surf de Itanhaém e Restaurante Capelinha.

Para saber mais acesse: www.facebook.com/ProjetoPranchaEcologica
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Ecosurfi toma posse em Conselhos de UC's no estado de SP


A Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Ilhas Queimada Grande e Queimada Pequena e a Estação Ecológica (Esec) Tupiniquins, unidades de conservação (UCs) geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em São Paulo, acabam de dar posse aos membros de seus conselhos consultivos. 

A reunião ocorreu no Centro de Pesquisa do Estuário do Rio Itanhaém (SP). Os conselhos são formados por representantes de instituições que, em sua maioria, já participam da gestão e de atividades de ambas unidades.

Representando a comunidade do surf a ONG Ecosurfi assegurou a participação tendo como objetivo legitimar a articulação dos surfistas nos fóruns e espaços que discutem a proteção dos oceanos e zonas costeiras.


Na oportunidade, foram apresentados o plano de manejo da Esec dos Tupiniquins e o planejamento estratégico da Esec e da ARIE, para que os conselheiros possam ter mais informações sobre a gestão das duas UCs.

Os conselheiros receberam exemplares do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Herpetofauna Insular Ameaçada de Extinção, que abrange a Arie Ilhas da Queimada Pequena e Queimada Grande, habitat da espécie endêmica Bothrops insularis.

O PAN será discutido na próxima reunião, juntamente com os regimentos internos dos conselhos. O encontro está programado para ocorrer em dezembro.

Conselheiros Ecosurfi:

João Malavolta - Titular
E-mail: joaomalavolta@ecosurfi.org

Euzébio Batista - Suplente
E-mail: euzebiobatista@gmail.com
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Ecosurfi rumo à Colômbia



A Ecosurfi fará parte da Expedição Águas Latinas na tradicional “Travessia por el Rio Tunjuelo”, que se inicia na próxima semana. A caminhada tem como motivo a defesa da Bacia Hidrográfica do Rio Tunjuelo e acontecerá entre os dias 12 e 15 de outubro de 2012.

A crise da água é uma das crises centrais para a qual a humanidade começa a voltar atenção. No caso da América do Sul, a construção de hidrelétricas, o uso de agrotóxicos nas plantações, a expansão urbana desordenada, a terceirização de serviços públicos de água e de saneamento, a cobrança pela água, entre outros, são aspectos que ameaçam o justo acesso à água e seu reconhecimento enquanto elemento vital que é um bem comum e direito humano, mais que humano.

Em meio a esta realidade e da frágil articulação existente em torno das lutas relacionadas à defesa da água, está sendo organizada a expedição: Águas Latinas, uma tradicional caminhada em defesa de uma das mais importantes Bacias Hidrográficas daquele País.

A proposta busca participar da caminhada junto dos jovens colombianos trocando experiências em metodologias de mapeamento participativo que vem sendo aplicadas em ambos os território no contexto do saneamento ambiental e da governança da água.

De acordo com Bruno Pinheiro, gestor de projetos da Ecosurfi a expedição vai intercambiar conhecimentos. “Vamos levar uma linguagem de diagnóstico participativo da bacia hidrográfica que já utilizamos no Brasil e observar sua replicabilidade junto desses jovens latino-americanos que tem como referencial a cosmovisão Muisca, não ocidental”.

Sobre a viagem

A viagem surgiu a partir do convite feito por jovens colombianos durante a Rio+20, que são integrantes da Red Juvenil Territorio Sur , a qual há oito anos promovem a Travessia por el Rio Tunjuelo. A articulação se deu pelo compartilhamento de preocupações com a qualidade, o controle social e a defesa das águas na América do Sul e pelo desenvolvimento de iniciativas semelhantes e complementares a respeito.

Para André Barbosa outro representante da Ecosurfi na campanha esse esforço é uma oportunidade de saber como anda a gestão da água naquela região.

"Temos em vista, com esta viagem, acumular as primeiras informações e experiências para um projeto maior e mais amplo, de fortalecimento das lutas pelos direitos humanos e pelos direitos da água, assim como para formulação e proposição de instrumentos e metodologias de participação e controle social”.

A expedição tem caráter piloto a uma série de iniciativas em conjunto com a Red Juvenil Território Sur para o levantamento e mapeamento de dados e produção de conhecimentos sociais, culturais, econômicos e ecológicos da América do Sul a partir da ação política e perspectiva local de jovens.

Experiência Ecosurfi

Durante o ano de 2010 a Ecosurfi desenvolveu o projeto Rio do Nosso Bairro - Rede de Escolas Cuidando da Água. A iniciativa teve como proposta entender a situação socioambiental dos recursos hídricos na Baixada Santista-SP, por meio de uma rede voltada ao mapeamento de comunidades sob a perspectiva da bacia hidrográfica e do saneamento ambiental.

A proposta compreendeu comunidades, jovens, educadores e educadoras de 36 escolas de todas as nove cidades da Baixada Santista para a elaboração de Mapas Verdes Locais e um Mapa Verde Regional colaborativo.

O processo foi desenvolvido em quatro pilares: formação presencial de educadores e educadoras; educomunicação socioambiental; articulação em rede de comunidades de aprendizagem; desenvolvimento de projetos de mapeamento socioambiental participativo.

Para saber mais sobre o projeto Rio do Nosso bairro acesse: www.riodonossobairro.org.br

Conheça mais sobre a Expedição e saiba como ajudar a Ecosurfi nessa aventura pela América Latina: http://migre.me/aYPYN

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Gestão costeira e surf para sustentabilidade são temas de seminário no litoral paulista



Evento em Itanhaém busca discutir perspectivas de 
conservação das praias

Na próxima quinta-feira (27) acontece o seminário: Gestão Costeira e Surf Sustentável – Diálogos pós-Rio+20, a partir das 19h na Universidade Metodista – Pólo Itanhaém. A atividade é parte integrante das ações do Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias, que é realizado no mês de setembro na cidade desde 2001.

Neste ano em que o mundo discutiu questões relevantes sobre as zonas costeiras durante a Rio+20, o seminário tem como objetivo qualificar o debate sobre a gestão responsável do litoral paulista junto a sociedade. Para subsidiar os participantes com informações técnicas sobre o tema, o evento vai contar com a participação da chefe regional do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) Ingrid Maria Furlan Oberg, que vai abordar em sua palestra o tema: Desafios e oportunidades para a sustentabilidade nas cidades costeiras.

Outro mote que o evento promove é a apresentação do processo coletivo realizado pelo Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade (F.B.S.S), que lançou durante a Rio+20, no Pavilhão Azul da Cúpula dos Povos, a Carta das 21 Responsabilidades dos Surfistas. O documento foi construído a partir dos Encontros Livres – Surfando na Rio+20 realizados em sete estados do litoral brasileiro, distribuídos nas regiões norte, nordeste, sudeste e sul.

Para fortalecer o debate, voltando o tema para a comunidade do surf, o seminário ainda conta com a presença na mesa do biólogo e pesquisador doutorando em ecologia vegetal pela Universidade de São Paulo (USP), Olidan Pocius, que na oportunidade vai trazer seus conhecimentos sobre a dinâmica da vegetação costeira e sua importância para a formação das ondas.

Programação - Seminário: Gestão Costeira e Surf Sustentável – Diálogos pós-Rio+20

Dia 27 - Quinta-feira: Universidade Metodista - Pólo Itanhaém

19h - Mesa Redonda – Os desafios e as oportunidades para a sustentabilidade das cidades costeiras
20:30h - Apresentação do projeto: Jundú Vivo - Praia Viva
21h – Exposição da Carta das 21 Responsabilidades dos Surfistas
21:30h – Encerramento

Serviço:
Entrada gratuita
Universidade Metodista de São Paulo – Pólo Itanhaém
End.: Avenida Rua Barbosa, 308 – centro / Itanhaém-SP

Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias

O Dia Mundial de Limpeza em Rios e Praias é um dos maiores e mais efetivos programas destinado à limpeza do nosso planeta e que já envolveu 35 milhões de pessoas em 130 países. Com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), através do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Ocean Conservancy, a campanha acontece sempre no mês de setembro com a chegada da primavera.

O forte desta campanha no litoral paulista é a participação massiva dos voluntários. A estimativa estadual, de acordo com a coordenação regional, que fomenta a campanha em São Paulo, é de que mais de 5 mil pessoas unam-se nesta mobilização global contra o lixo.

Em Itanhaém a campanha começou em 2001 e já mobilizou centenas de voluntários que conseguiram despoluir grande parte da área costeira da cidade retirando mais de 20 toneladas de detritos dos ambientes costeiros: praias, costões rochosos, trilhas, dunas, ilhas e manguezais.

A programação em 2012 se inicia na quinta-feira (27) com o seminário sobre gestão costeira e no sábado (29), a partir das 9h, serão realizados os mutirões de despoluição da Praia dos Pescadores, Ilha das Cabras, Praia do Cibratel e Praia das Gaivotas.

Neste ano a campanha conta coma parceria da Universidade Metodista – Pólo Itanhaém, Associação Socioambiental Somos Ubatuba – ASSU, Escola Técnica Estadual - ETEC, Corpo de Bombeiros - Salvamar Paulista, Salva Surf, IBAMA – Santos, projeto Salve Oceanos, Fórum Global de Ética e Responsabilidade, Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade, Escolinha Cibra-Surf e Escolinha de Surf do Gaivotas..

Programação – Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias

29 – Sábado:

9hs – Concentração – Praia dos Pescadores – Praia do Cibratel e Praia das Gaivotas
10:30 – Saída para despoluição
12:00 – Triagem dos Materiais Coletados

Serviço:
Camisetas para todos os participantes
Inscrições pelo link: http://migre.me/aQGv9
Maiores informações: joaomalavolta@ecosurfi.org ou 13 3426 8138
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Brasil lança na Rio+20 fórum nacional para discutir surf e sustentabilidade


O fórum é composto por representantes de sete estados do litoral brasileiro

A Rio + 20 mobilizou o mundo para debater os rumos do desenvolvimento global. Na Cúpula dos Povos, a sociedade civil internacional atuou para construir uma agenda comum, pautada por um diagnóstico geral e convergente: o modelo capitalista é a causa estrutural das desigualdades sociais e da injustiça ambiental. O que torna imperativo o posicionamento coerente e a busca responsável por soluções reais à crise do modelo capitalista de produção e consumo, assim como a afirmação de novos paradigmas para que seja possível conceber uma visão sustentável de sociedade.

O surfe, enquanto esporte e cultura, vive um paradoxo. É uma cultura que promove integração entre homem e a natureza de forma direta. Um esporte com alto potencial de inclusão social e de formação de cidadania ambiental voltada à proteção dos oceanos e das zonas costeiras. É uma comunidade capilarizada por todo litoral, capaz de fortalecer políticas públicas e enfrentamentos a impactos que ameacem a qualidade de vida e os direitos humanos. Ao mesmo tempo é uma indústria com baixo compromisso socioambiental, que no processo de afirmação da comunidade surfe, tem convivido com o risco constante de modelar a cultura surfe dentro dos padrões da indústria cultural e reduzir sua riqueza a parâmetros mercadológicos.

Durante o ano de 2012 surfistas de sete estados da costa brasileira: Pará, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, se envolveram e participaram ativamente do processo de mobilização “Surfando na Rio + 20”. Este processo visou organizar contribuições de surfistas brasileiros para orientar a institucionalização do Fórum Brasileiro de Surfe e Sustentabilidade.

O processo de criação do fórum envolveu mais de 600 participantes e foi conduzido numa grande articulação em rede com objetivo de gerar conhecimentos e troca de informações, para orientar formas de enfrentar os conflitos e injustiças sociais vivenciadas atualmente pela comunidade do surfe.

O lançamento do Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade aconteceu no último dia 20 de junho no Pavilhão Azul da Cúpula dos Povos, com uma cerimônia de mistura das areias trazidas de praias de todo Brasil, que reuniu cerca de 200 pessoas. A celebração serviu para ligar os diferentes litorais num mesmo ambiente, mostrando que os surfistas podem se unir por praias e zonas costeiras conservadas.

O Pavilhão Azul teve um dia totalmente dedicado a temática oceanos e também abrigou a exposição fotográfica “Água, rios e povos” e aglutinou um conjunto de ações autogestiodas relacionadas à temática hídrica, dentre conferências cidadãs, diálogos, debates, ações pedagógicas, culturais e lançamentos de filmes.

Surf com princípios sustentáveis

O conceito de responsabilidade nasce a partir da experiência de indivíduos ou grupos que detenham o conhecimento sobre a importância de assumir posturas éticas e morais sobre o cuidado com os bens comuns materiais e imateriais. Ao olhar para o litoral brasileiro fica fácil identificar conflitos e empreendimentos impactantes das mais variadas formas. Especulação imobiliária, portos, estaleiros e plataformas de petróleo são apenas algumas das atividades desenvolvimentistas que estão deixando essa região um local recheados de desigualdades.

Num esforço coletivo o Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade teve como seu primeiro produto oficial a criação do documento chamado “Surf XXI”, que é uma carta de intenções que traz vinte e uma responsabilidades assumidas pelos surfistas participantes desse processo nacional.

A carta foi apresentada no lançamento do fórum e teve seu texto elaborado a partir de atividades locais promovidas pelos Encontros Livres - Surfando na Rio+20 nos últimos seis meses. A organização final da redação aprovada teve quatro eixos de reflexão: juventude, surf e educação ambiental, surf e gestão costeira, cultura surf, prancha e consumo, além de protagonismo dos surfistas.

Todos os temas contemplados possibilitaram apontar vinte e uma responsabilidades assumidas, que podem orientar a postura dos surfistas para o cuidado com os ambientes naturais em que o surf é praticado. Entre as principais propostas estão:

- Os surfistas devem atuar em prol de ações de educação socioambiental para a comunidade do surf, incentivando e valorizando a atuação da juventude na conservação dos ambientes costeiros e marinhos, bem como, o aprendizado intergeracional;

- Investir, valorizar e fomentar as soluções e inovações tecnológicas que minimizem o impacto ambiental e social gerados por toda a cadeia produtiva do esporte, bem como a regularização da profissão Fabricante de prancha;

- Propor a implantação de Reservas Mundiais e Reservas Nacionais de Surf, que garantam a perenidade de boas ondas e um litoral protegido e conservado no Brasil;

A integra da carta com todos os princípios traduzidos para o inglês e espanhol deve ser apresentada a partir do mês de agosto por meio de uma publicação digital E-Book, no portal do Fórum no endereço: http://www.surfsustentavel.org.br/

Confederação Brasileira de Surfe na Rio+20

Representando a Confederação Brasileira de Surf (CBS) a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), através do seu presidente Abílio Fernandes, participou do lançamento do fórum realizando uma apresentação sobre a ação dos surfistas como agentes socioambientais.

Na oportunidade o público pode conhecer o projeto de Recuperação das Restingas do Litoral Carioca, que desde 1999 é realizado pela entidade, o qual vem transformando a orla do Rio de Janeiro num grande viveiro com espécies nativas de restinga.

Com atuação socioambiental, cultural, educativa e ampliando a qualidade do ambiente costeiro por meio do plantio de canteiros de vegetação de restinga, o projeto integra ações de educação ambiental nas areias das praias da cidade como: Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Grumari e Prainha.

Surf e sustentabilidade num processo nacional

A rede de surfistas que originou o fórum foi lançada em 2009 na cidade de Ubatuba/SP, como um movimento denominado “Surf Sustentável”. A proposta inicial foi gerar a cooperação e troca de informações sobre temas referentes à sustentabilidade no universo surf.

A idéia se expandiu e ampliou o seu alcance, tornando-se um verdadeiro esforço multilateral para discutir surf, conceitos e iniciativas pró-sustentabilidade no esporte e se organiza por meio de um comitê nacional, combinado por representantes de diversas regiões da costa atlântica.

Todo processo fortalece duas missões importantes: Contribuir para inserir os surfistas nos vários debates sobre desenvolvimento sustentável e subsidiar meios para encorajar ações voltadas à educação ambiental na comunidade do surf.

FOTOS: Guaíra Maia
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Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade será lançado na Rio+20

Comunidade do surf tem espaço assegurando na Cúpula dos Povos para falar sobre zonas costeiras


No próximo dia 20 (quarta-feira) acontece na cidade do Rio de Janeiro o lançamento oficial do Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade, a partir das 19:30h, no Pavilhão Azul da Cúpula dos Povos.

Essa atividade é parte oficial da programação do Pavilhão Azul da Rio+20. Localizado no Aterro do Flamengo, próximo ao Museu de Arte Moderna (MAM), o Pavilhão Azul abriga desde o último sábado a Exposição fotográfica “Água, rios e povos” e aglutina um conjunto de atividades autogestiodas relacionadas à temática hídrica, dentre conferências cidadãs, diálogos, debates, ações pedagógicas e culturais, até o dia 22 de junho.

Aproveitando do principal local de fomento a processos voltados para os oceanos para a sociedade cívil, o Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade será lançado com a participação de representantes de comunidades do surf de sete estados brasileiros: Pará, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Todas as regiões vão apresentar propostas nessa próxima quarta-feira sobre questões socioambientais que envolvem os surfistas.

O processo de constituição da rede sobre surf e meio ambiente envolveu mais de 500 pessoas pelo Brasil e foi conduzido numa grande articulação presencial com objetivo de gerar conhecimento para orientar os enfrentamento dos conflitos e injustiças vivenciadas atualmente pelos surfistas.

Os encaminhamentos de cada processo local promovido pelos Encontros Livres – Surfando na Rio+20 nos últimos meses são parte da redação final do documento denominado Surf 21. O texto será apresentado ao publico pela primeira vez nessa oportunidade e traz os compromissos assumidos pela comunidade por justiça social e ambiental nas zonas costeiras.

Surf e restingas no Rio de Janeiro – Com a participação confirmada da FESERJ - Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro o público participante do lançamento do fórum também vai ter a chance de conhecer o projeto de Recuperação das Restingas do Litoral Carioca, que desde 1999 vem transformando a orla do Rio de Janeiro num grande viveiro com espécies nativas de restinga.

Com atuação socioambiental, cultural e educativa e buscando preservar e ampliar a qualidade do meio ambiente por meio do plantio de canteiros de vegetação de restinga. O projeto integra ações de educação ambiental, nas areias da orla das praias da cidade do Rio de Janeiro, como a Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Grumari, Prainha.

Para falar sobre o projeto a Feserj estará representada pelo seu presidente Abílio Fernandes que destaca o pioneirismo dessa iniciativa. “Acreditamos que a educação ambiental é um fator essencial para atribuir um verdadeiro e novo conceito ao meio ambiente. Para isto, nossos esforços são direcionados para sensibilizar, mobilizar a sociedade e torná-la mais consciente da necessidade de interagir de um modo sustentável com a natureza e ao plantar vegetação nativa estamos plantando sementes desta nova postura”, comenta Fernandes.  

Mistura das areias – Durante o encontro que celebra o lançamento oficial do fórum os organizadores sugerem que cada participante traga uma pequena quantidade de areia de praia para a cerimônia de mistura das areias, que vai servir para unir as diferentes praias do litoral brasileiro num mesmo local, mostrando que todos os surfistas podem se organizar num mesmo movimento pró-ativo por praias e oceanos conservados.

Surf  e sustentabilidade num processo nacional - A rede de surfistas foi lançada em 2009 na cidade de Ubatuba/SP, como um movimento denominado “Surf Sustentável”. A proposta original foi a de gerar cooperação e troca de informações sobre temas referentes à sustentabilidade no universo surf.

A idéia se expandiu e ampliou o seu alcance, tornando-se um verdadeiro esforço multilateral para discutir surf, conceitos e iniciativas pró-sustentabilidade no esporte e se organiza por meio de um comitê nacional, combinado por representantes de diversas regiões da costa atlântica.

Todo processo tem duas missões importantes: Contribuir para inserir os surfistas nos vários debates sobre desenvolvimento sustentável e subsidiar meios para encorajar ações voltadas a educação ambiental na comunidade do surf.

Confira a programação do lançamento do Fórum durante a Rio+20
Dia 20/07
19:30h – Plenária de abertura do Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade;
19:45h – Lançamento oficial e celebração – “Mistura das Areias”;
20h – Apresentação do projeto Recuperação da Restinga do Litoral Carioca pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro ;
20:45h – Formação dos grupos de trabalho para encaminhar considerações sobre a redação final – Surf XXI;
21h – Lançamento da Declaração Brasileira da Comunidade do Surf para Proteção das Zonas Costeiras no século 21;
21:15 – Encerramento.

Para saber mais acesse: www.surfsustentabilidade.org.br

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Ecosurfi pede #VetaTudoDilma

Comunidade do surf paulista participa da mobilização que pede veto total das alterações no Código Florestal



Na manhã de domingo (20/5), cerca de 2 mil pessoas se vestiram de verde e se reuniram no ato público #VetaTudoDilma, que pede o veto integral da presidente Dilma Rousseff ao projeto do novo Código Florestal.

A concentração começou, às 10h, em frente ao Monumento às Bandeiras, do lado de fora do Parque Ibirapuera, e depois seguiu para a Arena de Eventos do Parque, onde acontece a oitava edição do Viva a Mata, maior evento brasileiro em prol da Mata Atlântica.

A manifestação foi organizada pela Fundação SOS Mata Atlântica, com apoio dos comitês em Defesa das Florestas nacional e paulista, coalizões formadas por centenas de organizações da sociedade civil brasileira.

Histórico

Aprovado pela Câmara dos Deputados em 25 de abril, o projeto do novo Código Florestal está agora no Palácio do Planalto, onde pode ou não ser sancionado pela presidente. Dilma tem até o dia 25 de maio para vetar integralmente ou em partes esse texto do Código Florestal, que prejudica e muito a proteção do meio ambiente e das florestas. O texto aprovado também promove anistia a quem desmatou, beneficiando quem descumpriu a lei, e incentiva novos desmatamentos.

Desde o lançamento do primeiro relatório da alteração do Código Florestal, a SOS Mata Atlântica e diversas organizações vêm se mobilizando para o debate e acompanhamento do tema.
Em 7 de abril de 2011, aconteceu, em Brasília, o Ato Público “Marcha dos trabalhadores em defesa do Código Florestal, contra o Uso de Agrotóxicos e pela Reforma Agrária”. Nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, mobilizações foram realizadas simultaneamente, no dia 5 de maio.

Há um ano, durante o Viva a Mata 2011, a SOS Mata Atlântica promoveu uma manifestação no Parque Ibirapuera, semelhante à ação de 2012. Entre as ONGs que participaram da mobilização estavam WWF Brasil, Greenpeace, Pau Brasil, Ecosurfi, Reserva da Biosfera, Amigos do Futuro e Instituto Anendeporâ, entre outros.

Em 7 de junho do mesmo ano, foi lançado o Comitê de Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que possui braços regionais em Estados do país. Paralelamente, a campanha #florestafazadiferença foi divulgada pelas redes sociais, promovendo a mobilização da população com campanhas que envolvem também a participação de artistas engajados no tema.

Já a campanha nacional “Mangue Faz a Diferença” foi lançada em janeiro deste ano para alertar e mobilizar a sociedade sobre o impacto das alterações do Código Florestal nos manguezais. A iniciativa foi da Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com dezenas de organizações de todo o país.

Em um mês e meio de atividades foram realizadas 37 mobilizações em 13 Estados brasileiros (CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA, ES, RJ, SC, PR, SP e RS), mais o Distrito Federal.  Um total de 87 instituições aderiu à iniciativa e as manifestações da campanha alcançaram pelo menos 50 mil pessoas em todo o País.

Fonte: SOS Mata Atlântica
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Surf e meio ambiente em debate no Ibirapuera/SP

Programação nesse final de semana traz perspectivas 
sustentáveis para o esporte
 
Estande Ecosurfi

A cidade de São Paulo recebe nesse final de semana uma grande programação voltada para debater questões que envolvem surf e meio ambiente durante a realização do Viva Mata, evento realizado pela SOS Mata Atlântica no Parque do Ibirapuera.

O Viva a Mata 2012 tem como tema “Nosso verde também depende do azul” e realizará uma série de encontros para discutir questões relacionadas ao litoral e os oceanos , como as áreas protegidas, a economia azul, as estratégias para conservação marinha e a relação entre surf, praia e sustentabilidade a economia azul.

A Ecosurfi participa pelo quarto ano consecutivo do evento como expositora e coloca novamente em pauta debates e oficinas que possibilitam ao público informações sobre o protagonismo dos surfistas nas causas ambientais.

Os participantes que visitarem o estande da Ecosurfi também vão poder conhecer a primeira prancha reciclada do Brasil, desenvolvida pelo shaper e artista plástico Filipe Blanco, que reúne retalhos de isopor descartado para formar um novo shape.

Seguindo a programação no sábado (19/05) acontece às 15h, a roda de conversa com o tema “Surf, Praia e Sustentabilidade” que traz como participantes João Malavolta, dirigente ONG Ecosurfi, Túlio Brandão, jornalista e colunista do site Waves; Felipe Blanco, artista que trabalha com reaproveitamento de pranchas, e o surfista de ondas altas Carlos Burle.

Para fechar os debates sobre o tema, acontecerá, às 16h30, o encontro livre “Surfando na Rio+20”, organizada pelo Comitê Pró-Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade, momento em que surfistas e admiradores do esporte se reunirão para refletir em torno da seguinte pergunta: “Qual litoral você quer para o seu surf?”. Todas as respostas farão parte do documento denominado Surf XXI, que está sendo construído por meio da participação de surfistas de diversas cidades e regiões do litoral brasileiro. O conteúdo final do documento deve ser apresentado pelo Comitê na Rio+20. O encontro será mediado pela ONG Ecosurfi.


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Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade será lançado na Rio+20

Comunidade do surf deve apontar respostas e compromissos contra a crise ambiental global

O surf no Brasil é um seguimento comunitário que envolve através da sua história e estilo de vida milhões de pessoas ao longo do litoral brasileiro. Ao passar dos anos o esporte vem sofrendo transformações contundentes nem sempre positivas, em seus aspectos econômicos e sociais. Tudo isso, por não agregar no centro das discussões, que deliberam os caminhos do seu desenvolvimento, os surfistas como sujeitos próprios de direitos e deveres.

Não bastando esses conflitos, ainda existe a falta de interesses formais dos gestores da modalidade em evidenciar meios para fortalecer a importância da relação indissociável do esporte com o meio ambiente, e que acima de tudo, afirmem garantias voltadas a preservar a identidade das comunidades de surfistas, conservação das culturas originais, proteção dos espaços onde o surf é praticado, diversidade regional, valores e crenças tradicionais.

Surfando na Rio+20
Buscando assegurar a participação dos surfistas nos espaços de decisão e deflagrar propostas para o cuidado com as zonas costeiras e o resgate imaterial da relação ancestral dos valores da cultura surf com a natureza. No último mês foi criado durante o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental realizado em Salvador/BA, o comitê nacional Pró Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade.

O comitê é composto por representantes de sete estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Paraná e Pará). Qualquer pessoa ou instituição pode participar acessando a página oficial: http://www.surfsustentavel.org.br/ .

A função da proposta é ser um espaço horizontal e plural de articulação para os surfistas, cujo objetivo prioritário é buscar construir coletivamente entre as comunidades do surf brasileiro respostas para pergunta: Quê litoral você quer para o seu surf?

O Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade tem seu lançamento oficial programado durante os eventos que acontecem no próximo mês, de 15 a 23 de junho, na cidade do Rio de Janeiro nos espaços autônomos da Cúpula dos Povos - Rio +20.

Saiba mais: http://www.surfsustentavel.org.br/
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Jovens da Baixada Santista debatem desenvolvimento e Rio + 20


Entre os dias 13 e 15 de abril vai acontecer em Cubatão, o I Encontro Livre de Juventudes e Meio Ambiente da Baixada Santista. Etapa prévia do II Encontro Paulista de Juventudes e Meio Ambiente, vo encontro regional vai acontecer em Cubatão, de 13 a 15 de abril.
Como deve ser o modelo de desenvolvimento para garantir justiça social, ambiental e econômica? Qual o papel das instituições de governança atualmente?

Com o tema "Modelos de Desenvolvimento e Transição Geracional" o debate acontece na esteira da Conferência de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (UNCSD), mais conhecida como Rio + 20. Trata-se de um dos mais importantes eventos globais, cujo processo envolve governantes, organizações e movimentos do mundo inteiro na definição das perspectivas de desenvolvimento do planeta para os próximos 20 anos.

A proposta do encontro livre regional é identificar conflitos socioambientais e pontos políticos críticos convergentes entre os diversos segmentos de juventude da Baixada Santista no que toca a temática modelo de desenvolvimento. Isto é, regionalizar a discussão e mobilizar os jovens para um processo de decisões públicas de escala global a partir da perspectiva local.

Para isto, eles serão convidados a compor um grande mapa participativo. O mapa vai subsidiar os diálogos posteriores, com foco nas questões que serão abordadas durante a Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental, evento paralelo da sociedade civil durante a Rio +  20: a) Causas estruturais das crises; b) Falsas souções e formas de reprodução do capital; e c) Nossas soluções e novos paradigmas.

Além das mesas e rodas de diálogos, em que a Rio + 20 será contextualizada e as causas e consequências do modelo de desenvolvimento hegemônico na região serão abordadas, o encontro contará também com programação cultural e passeios monitorados por indústrias e trilhas de Cubatão. E agregando valor ao encontro, uma comitiva de jovens da cidade de Presidente Alves, que vai anfitriar o EPAJUMA 2012, participará do encontro regional da Baixada Santista.

O II Encontro Paulista de Juventudes e Meio Ambiente é uma iniciativa da REJUMA - Rede de Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade no estado de São Paulo. A Secretaria Executiva é composta pelas organizações não governamentais Ecosurfi - Entidade Ecológica dos Surfistas, Instituto Refloresta, Caminho das Águas e Centro Camará de Apoio à Infância e Adolescência e a Prefeitura Municipal de Presidente Alves é parceira estrutural. A organização regional conta com co-realização da Prefeitura Municipal de Cubatão e apoio do Programa de Jovens da Reserva da Biosfera.

Informações

Local: UME João Ramalho
Data: 13 à 15 de abril
Av. 9 de abril, 4000
Vila Nova - Cubatão/SP
Inscrições
http://www.cidademaisjovem.com/epajumabs/

Programação
Dia 13 - Sexta-feira
18h00: Credenciamento
19h30: Abertura
20h30: Palestra Juventude e Rio + 20: Olhares e Perspectivas
Dia 14 - Sábado
9h00: Plenária - Causas e consequências do modelo de desenvolvimento na Baixada Santista
10h30: Oficina de mapeamento regional
12h30: Almoço
14h00: Oficina de mapeamento regional
16h00: Momento EAJUMA 2012
18h30: Jantar
20h00: CineClube
21h00: Grupo de Interação Noturna (GIN)
Dia 15 - Domingo
8h30: Visitas monitoradas - conhecendo Cubatão
12h00: Almoço
14h00: Plenária final
16h30: Encerramento
17h00: Retorno para as cidades
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Surfistas engajados por justiça socioambiental

Ecosurfi representa a comunidade do surfe na mobilização nacional contra as alterações do Código Florestal em Brasília/DF
Ecosurfista no espelho d'água
Mais de 1,5 mil pessoas se reuniram em frente ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (07/03), para protestar contra a aprovação do projeto de lei do novo Código Florestal (PLC 30/2011) e mostrar a importância dos manguezais e zonas costeiras. A ação também marcou o encerramento das mobilizações da campanha nacional Mangue Faz a Diferença, coordenada pela Fundação SOS Mata Atlântica, com apoio da Rádio Eldorado e do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão formada por quase 200 organizações da sociedade civil brasileira.

Representando a comunidade do surfe, a ONG Ecosurfi levou para capital federal surfistas engajados com pranchas e uma “carta gigante” em tecido com a frase “Veta Dilma”, que continha assinaturas de centenas de pessoas participantes da mobilização nacional “Remando por um Mundo melhor”, que aconteceu no litoral dos estados de SP, RJ e SC no mês de fevereiro. A carta possui uma grande prancha desenhada e ficou exposta em frente ao Congresso Nacional.

Carta Veta Dilma
Estiveram presentes cientistas, deputados, estudantes e ONGs como a WWF e o Greenpeace, além de integrantes de movimentos como a Via Campesina e MST.

O projeto de lei que altera o Código Florestal já sofreu inúmeras mudanças, porém continua anistiando e incentivando o desmatamento. Para as ONGs ambientalistas, o texto aprovado no Senado é um pouco melhor que o da Câmara, mas ainda extremamente ruim para o Brasil. Por isso, elas defendem que a única solução agora é o veto da presidente.

Para as lideranças pesqueiras que estiveram no ato, a aprovação de um novo Código Florestal trará danos irreversíveis não só para a população ribeirinha e rural como também para a urbana. “O mangue é o berçário dos peixes. Com o novo Código Florestal várias espécies se extinguirão e farão falta à mesa dos brasileiros.” – afirmou Cícero Oliveira, da Associação Ribeirinha Amigos do Meio Ambiente (Aribame).

Surfistas engajados
Ao todo, foram 36 mobilizações em 13 Estados do País desde o lançamento da campanha Mangue Faz a Diferença, no dia 24 de janeiro, no Fórum Social Temático, em Porto Alegre (RS). Com 87 instituições que aderiram à iniciativa, as ações da campanha atingiram cerca de 50 mil pessoas.

A mobilização teve início às 8h, em frente à Catedral, e seguiu em direção ao Congresso Nacional. Às 11h, os manifestantes participaram de uma reunião com deputados na Câmara e, depois, se dividiram em grupos para visitar e pressionar os parlamentares de seus Estados.


Cenário atual do Código Florestal
Os principais problemas da proposta do Código Florestal é que estimula novos desmatamentos, anula multas de crimes ambientais, reduz Áreas de Preservação Permanente (APP) e de reservas legais e desobriga a recuperação da grande maioria das áreas ilegalmente desmatadas.

Apesar dos pedidos de cientistas, juristas, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para que o processo seja revisto e realizado de forma responsável, o Projeto de Lei deverá ser votado na próxima terça feira (13/03).

Confira a galeria de fotos



Texto: SOS Mata Atlântica
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