Surfistas engajados por justiça socioambiental

Ecosurfi representa a comunidade do surfe em Brasilia

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Noite do Surfe pelo Social em Itanhaém

Encontro tem como proposta reunir a comunidade do surfe

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Projeto faz diagnóstico de áreas potenciais para Ecoturismo

Levantamento aponta atrativos em Itanhaém/SP

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Ecosurfi encoraja surfistas a discutir Gestão Costeira

Comunidade do surfe cobra mais atenção com as praias

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Profissionais da Escola Ecosurfi passam por “reciclagem”

Curso de Formação e Atualização de Instrutores de Surfe

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Semana do Meio Ambiente debate surfe e sustentabilidade

O seminário vai debater o engajamento dos surfistas

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Ecosurfi “dropa” no Ibirapuera

Projetos que defendem a biodiversidade foram expostos

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Programa de voluntariado da Ecosurfi

Visa criar uma rede para o engajamento público

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Instrutores da Escola Ecosurfi recebem treinamento

O objetivo do projeto é ensinar técnicas para resgates no mar

Instrutores da Escola Ecosurfi recebem treinamento do Salva Surfe Instrutores da Escola Ecosurfi recebem treinamento do Salva Surfe

“Onde o mar encontra as pessoas” será lançado na Ecosurfi

Documentário traz o panorama das relações humanas com o mar

“Onde o mar encontra as pessoas” será lançado na Ecosurfi “Onde o mar encontra as pessoas” será lançado na Ecosurfi

Vitória contra o projeto Porto Brasil

Terra Indígena é demarcada e restingas são protegidas

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Viva Mata 2011 vai debater surfe e gestão costeira

Debate tem como foco discutir as zonas costeiras

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Ecosurfi atua na criação de área protegida em SP

Decreto oficializa a criação do mosaico de UC,s

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Grupo de jovens faz campanha contra mudanças climáticas em Itanhaém

Por Bruno Pinheiro (Ecosurfi)

Durante uma semana, um grupo de jovens ambientalistas da cidade de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, realizou uma ação de apoio à campanha internacional “TicTacTicTac – Hora de Agir pelo Clima”. Com idades que variam de 10 a 16 anos, a Ecogaler@, que tem apoio da ONG Ecosurfi, realizou ações de ciberativismo local. Por meio do blog deles e do Orkut, pulverizaram informações da campanha entre amigos, parentes, professores etc. E no sábado, dia 14 de novembro, realizaram duas intervenções.

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Na parte da manhã, agitaram a etapa do Circuito Municipal de Surfe. Percorreram toda a extensão da Praia dos Pescadores e da Praia dos Sonhos abordando competidores, turistas e moradores. Em apoio à iniciativa, a locução do evento reforçou os efeitos negativos das mudanças climáticas. Já à tarde o local da ação foi a Praça Narciso de Andrade, no centro de Itanhaém. Distribuíram material informativo, adesivos, broches e conversaram com as pessoas. Explicaram, sensibilizaram e conseguiram coletar 590 assinaturas para a campanha “TicTacTicTac”.

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A menos de 20 dias da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças do Clima das Nações Unidas, a COP-15, a sociedade está cada vez mais mobilizada para cobrar metas claras e concretas para a redução da emissão de gases do efeito estufa das lideranças políticas de todo o mundo.

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Apesar de posições conservadoras e perigosas para toda a vida no planeta, como a do presidente norte-americano Barack Obama, afirmando que os EUA não aceitarão metas, a plataforma mínima da GCCA (Campanha Global de Ações pelo Clima, na sigla em inglês) vai cobrar, por exemplo, que sejam estabelecidas “metas e mecanismos para que, antes de 2020, se inicie a trajetória descendente das emissões globais de gases do efeito estufa”. Já o governo brasileiro, no dia 13 de novembro assumiu globalmente a meta de reduzir suas emissões num intervalo de 36,1% a 38,9% num intervalo de 20 anos.

A COP-15 acontecerá em Copenhagen, na Dinamarca, de 7 a 19 de dezembro, e espera-se que, de lá, saiam avanços políticos sérios para o enfrentamento do aquecimento global após o fracasso do Protocolo de Kyoto.

E você, já assinou o abaixo assinado da Campanha TicTacTicTac – Hora de Agir pelo Clima? Ou vai puxar o bico?

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Começam articulações para Caminhada Metropolitana da Água 2010

Ecosurfi e CBH mobilizam prefeituras da Baixada Santista para uma das maiores campanhas da região. Depois da Caminhada da Água, escolas vão mapear a Baixada Santista sob a ótica dos recursos hídricos


Por Bruno Pinheiro (Ecosurfi)

Esta semana a Ecosurfi apresentou o projeto “Rio do Nosso Bairro” para cinco prefeituras da Baixada Santista. No dia 16, a prefeita de Peruíbe, Milena Bargieri, abriu seu gabinete no Paço Municipal para a conversa. No dia 17, a ONG Estação da Cidadania, de Santos, recebeu a reunião. Nas ocasiões, a Ecosurfi esteve com representantes das cidades de Peruíbe, Praia Grande, Santos, São Vicente e Cubatão. Também participaram das reuniões integrantes da Comissão Especial de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE/ED-CBH/BS) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), parceiros do projeto.

A Prefeitura Municipal de Peruíbe também é parceira do projeto “Rio do Nosso Bairro”. A cidade vai recepcionar o lançamento da VIII Semana Metropolitana da Água e também a Caminhada da Água 2010. A expectativa, a princípio, é da Caminhada contar com 4 a 5 mil alunos de toda a região. Para a prefeita Milena Bargieri, para o município é ótimo receber ações positivas. “Iniciativas deste tipo agregam valor e divulgam a cidade de forma positiva. Faremos tudo o que for possível para a Caminhada da Água 2010 ser inesquecível”, falou entusiasmada.

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Na reunião de Peruíbe, além da prefeita da cidade, participaram também a secretária municipal de Educação, Oneide Ferraz Alves, o diretor municipal de Meio Ambiente, Marcelo Gonçalves, e o diretor municipal de Cultura, Ayrton Modolo. Além deles, a representante da Secretaria de Educação de Praia Grande, Cristiane Evaristo também esteve presente.

Já em Santos, participaram representantes das Secretarias de Educação de Santos e São Vicente, além de integrantes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), de Cubatão.


Todos receberam bem a proposta, que vai trabalhar educação ambiental voltada para o saneamento ambiental em todos os nove municípios que abrangem a bacia hidrográfica da Baixada Santista. “A Semana e a Caminha Metropolitana da Água já são tradicionais tanto para o Comitê de Bacia como para a região. Para 2010 a Ecosurfi é nossa parceira e teremos algumas novidades, estendendo as atividades durante dez meses”, disse Francisco Costa, coordenador da CE/ED-CBH/BS.

O projeto “Rio do Nosso Bairro” acontecerá de fevereiro a dezembro de 2010, com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos. Ele começará com a VIII Semana e a V Caminhada Metropolitanas da Água, uma das maiores mobilizações da região, de 15 a 22 de março. Posteriormente, trabalhará com quatro escolas por município para a elaboração de mapeamentos socioambientais participativos até novembro, quando acontecerá a Conferência Metropolitana Infanto-Juvenil de Escolas Cuidando das Águas da Baixada Santista.

A idéia é aprofundar a experiência e a sensibilização conquistada com as Semanas da Água anteriores e fortalecer as políticas públicas de educação ambiental. “Vamos formar professores, produzir e registrar métodos de trabalho, teremos uma Comunidade Virtual e publicaremos um livro no final do projeto, com os aprendizados das escolas, de cada professor envolvido. Estamos mirando no médio e no longo prazos”, comenta o gestor de planejamento do projeto “Rio do Nosso Bairro”, André Barbosa.

O projeto começa apenas em fevereiro de 2010, mas as articulações estão sendo adiantadas em função das questões burocráticas. Nas próximas semanas a Ecosurfi vai buscar contato com as prefeituras que não participaram das reuniões, além de se reunir também com outras instituições da sociedade civil.

O projeto “Rio do Nosso Bairro” conta com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) do Governo do Estado de São Paulo. E tem parceria da Comissão Especial de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE/ED-CBH/BS), do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e da Prefeitura Municipal de Peruíbe.
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Surfista, proteja seu playground

Por: Leandra Gonçalves / Greenpeace

Brasil, país tropical, repleto de exuberantes belezas naturais, possui uma das maiores zonas costeiras e uma diversidade regional e cultural de causar inveja.

O brasileiro tem uma ligação com o mar como poucos povos têm. São mais de 8.600 quilômetros de costa, quase 4 milhões de quilômetros quadrados de água, a grande maioria dessa área admirada pela população, que até enfrenta grandes congestionamentos para conseguir um lugar ao sol e um pedacinho de areia.

Contudo, não podemos dizer que na cabeça do brasileiro a proteção dos nossos mares é considerada emergencial. Ao olhar para o mar, ele está lá, sempre azul, o que faz com que as pessoas acreditem que ele possui capacidades infinitas e inesgotáveis de se recompor e permanecer naquele azul pacífico de sempre.

Não é, infelizmente, o que acontece na realidade. A gestão da zona costeira brasileira está longe de estar entre as prioridades governamentais e enfrenta grandes dificuldades de implantação e operacionalização.


Nestes últimos anos, diversos fatos vêm impondo mudanças de estratégias e de atitudes da comunidade litorânea, a exemplo da aceleração dos efeitos das mudanças climáticas sobre a zona costeira, início da exploração do petróleo pré-sal, intensificação do turismo nas áreas litorâneas, poluição, ocupação desordenada por grandes resorts, obras de infra-estrutura e entre outros.

Os impactos socioambientais desses novos fatos já são visíveis. Elevação do nível do mar, aumento dos eventos climáticos que destroem empreendimentos da linha da costa, a perda alarmante de recursos naturais e inclusive a diminuição da capacidade dos oceanos de realizar o equilíbrio climático do planeta. Entre os efeitos negativos, ainda estão a alteração do regime de ondas, problemas de saúde pública e a quantidade de lixo marinho.


Este cenário, pouco animador, refere-se a uma porção do território brasileiro, considerado Patrimônio Nacional, onde residem em torno de 40 milhões de habitantes. Essa porção do território brasileiro é utilizada para locomoção, turismo, lazer e deve também ser utilizado pela sociedade de forma sustentável, o que não tem sido feito de forma responsável.

A comunidade do surf, sempre presente nesse nosso “playground azul” e adorador da natureza e, particularmente, dos oceanos, deveria se mobilizar para ajudar a defender a zona costeira de interesses econômicos irresponsáveis, que não trazem o verdadeiro desenvolvimento para o povo brasileiro de forma sustentável.

Esse mês, em Ilhéus, acontece o Campeonato Panamericano de Surf (Mahalo Pan Surf Games & Music - de 7 a 14 de novembro, na praia de Batuba, em Olivença), um grande evento que promete revelar talentos incríveis e que estarão preparados para esculpir as melhores ondas. Infelizmente, no Brasil, existe pouco apoio financeiro para a realização desse tipo de evento, e a organização fica à mercê de empresas poluidoras e altamente impactantes. Por trás do apoio de muitas dessas empresas, existe o interesse de posarem de “mocinhos” na foto e perante a comunidade – a principal impactada pela falta de transparência e pelo desenvolvimento econômico a qualquer custo.

A região de Ilhéus, na Bahia, é uma das poucas áreas remanescentes de mata atlântica e apresenta uma zona costeira ainda com informações insuficientes para a conservação da biodiversidade. No entanto, o governo e empresas privadas pretendem trazer para a região uma gigante obra de infra-estrutura, para ser localizada na Ponta da Tulha – o Complexo Intermodal do Porto Sul. Uma parceria pública-privada, orçada em 11 bilhões de reais e que trará prejuízos inestimáveis para o Brasil na área socioambiental.

A Bahia Mineração, principal apoiadora do campeonato, tem interesses na construção do porto para que possa retirar nosso minério de ferro e exportar para Índia, China, Rússia e Cazaquistão.

Se isso não bastasse, a construção de um complexo portuário na região irá afetar as condições costeiras, podendo muito certamente impedir que outros brilhantes campeonatos como este possam ser realizados e tragam nossos ilustres surfistas de mais de 20 países para a nossa exuberante costa brasileira.



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